Hospital responde a Alexandre de Moraes sobre internação de Bolsonaro

Nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, a equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, um prontuário detalhado sobre seu estado de saúde.

Política

20/03/2026 - 16:53:00 | 2 minutos de leitura

Hospital responde a Alexandre de Moraes sobre internação de Bolsonaro


Nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, a equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, um prontuário detalhado sobre seu estado de saúde

. O documento foi anexado pela defesa ao pedido de prisão domiciliar humanitária, que aguarda nova decisão do magistrado.


Aqui estão os pontos principais da resposta hospitalar e do quadro clínico:


Quadro Clínico Atual (Boletim de 20/03/2026)

  • Diagnóstico: Bolsonaro completa hoje uma semana de internação na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, tratando uma broncopneumonia bacteriana bilateral (nos dois pulmões) de origem aspirativa.

  • Evolução: Os médicos relatam uma boa evolução clínica e laboratorial. Após o organismo não responder aos dois primeiros antibióticos, um terceiro medicamento introduzido no último domingo surtiu efeito, reduzindo os marcadores inflamatórios.

  • Situação Atual: Ele segue em uso de antibióticos intravenosos e faz fisioterapia respiratória. O pulmão direito apresenta recuperação mais rápida, enquanto o esquerdo ainda possui comprometimento moderado. Não há previsão de alta da UTI.

Informações Enviadas ao STF


O hospital e a equipe médica da "Papudinha" (19º Batalhão da PM, onde ele cumpre pena) detalharam a gravidade do episódio que levou à internação:

  • Risco de Morte: A médica plantonista que atendeu Bolsonaro na prisão informou ao STF que a transferência de emergência, no dia 13 de março, ocorreu devido ao "risco de morte", após a saturação de oxigênio do ex-presidente cair para 82% durante a madrugada.

  • Pedido de Domiciliar: A defesa utiliza esses laudos para argumentar que o ambiente carcerário oferece risco progressivo e que Bolsonaro necessita de "monitoramento clínico frequente" para evitar novos episódios de broncoaspiração.

Medidas de Alexandre de Moraes


Até o momento, o ministro manteve a prisão preventiva, justificando anteriormente que a estrutura onde Bolsonaro está custodiado foi reforçada para oferecer assistência médica. Moraes também impôs restrições rigorosas no hospital:

  • Segurança: Dois policiais na porta do quarto 24 horas por dia.

  • Comunicação: Proibição total de celulares, computadores ou dispositivos eletrônicos no quarto.

  • Visitas: Suspendeu visitas de aliados políticos (incluindo o governador Jorginho Mello), autorizando apenas familiares próximos.

Foto: André Borges / EFE