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Idoso "Ressuscita" em Funerária: Polícia Civil Investiga Erro Médico Gravíssimo
 

Idoso "Ressuscita" em Funerária: Polícia Civil Investiga Erro Médico Gravíssimo

Idoso dado como morto acorda na funerária e choca funcionários no interior de SP

Saúde

18/05/2026 - 00:49:00 | 3 minutos de leitura

Idoso



O que parecia ser o desfecho doloroso de uma história familiar transformou-se em um cenário de absoluto choque e mistério. Um idoso de 88 anos, que havia sido oficialmente declarado morto na Santa Casa de Presidente Bernardes ,interior de SP , surpreendeu os funcionários de uma empresa funerária ao apresentar sinais vitais claros momentos antes do início dos procedimentos de preparação do corpo (tanatopraxia). O caso, que beira o inacreditável, já está sob investigação rigorosa da Polícia Civil.


O Erro no Hospital e a Descoberta Chocante

De acordo com as primeiras informações registradas no boletim de ocorrência, o idoso estava internado tratando de complicações de saúde. Após uma suposta piora drástica, a equipe médica de plantão constatou o óbito, emitindo a respectiva declaração de morte e liberando o corpo para a família.

O "milagre" — que na verdade aponta para uma grave falha médica — foi descoberto na sala de preparação da funerária. Enquanto manipulavam o corpo, os técnicos perceberam movimentos respiratórios sutis e, ao checarem o pulso, constataram que o homem ainda estava vivo.

"Foi um susto generalizado. O procedimento padrão foi interrompido imediatamente. Ligamos para o socorro de emergência no mesmo minuto", relatou uma testemunha que preferiu não se identificar.

Uma ambulância do SAMU foi acionada às pressas e encaminhou o idoso de volta ao hospital, onde ele foi prontamente internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O estado de saúde atualizado do paciente ainda não foi divulgado de forma detalhada pela instituição.


Polícia Civil Entra no Caso

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido. O foco principal da investigação é determinar se houve negligência, imprudência ou imperícia por parte dos profissionais de saúde que assinaram o laudo de óbito.

Os investigadores pretendem analisar:

  • O prontuário médico completo do paciente.

  • Quais exames foram realizados para a constatação do suposto falecimento.

  • Os depoimentos dos médicos, enfermeiros e dos funcionários da funerária que testemunharam o ocorrido.

Especialistas da área médica levantam a hipótese de o paciente ter sofrido de um quadro de catalepsia patológica ou um coma profundo que simulou a morte, situações raras em que os sinais vitais ficam tão fracos que se tornam quase imperceptíveis sem o uso de equipamentos específicos. Independentemente da condição clínica, a validação de um óbito exige protocolos rígidos que, evidentemente, falharam de forma catastrófica neste caso.

A direção do hospital informou, por meio de nota oficial, que abriu uma sindicância interna para apurar os fatos e que está colaborando integralmente com as autoridades policiais.



Foto: Reprodução/Pixabay