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Inadimplência de empresas bate recorde no Brasil e supera 9,1 milhões em junho de 2026
 

Inadimplência de empresas bate recorde no Brasil e supera 9,1 milhões em junho de 2026

Inadimplência das empresas bate recorde histórico no Brasil, impulsionada por juros altos e despesas operacionais.

Economia

21/08/2026 - 02:22:00 | 2 minutos de leitura

Inadimplência de empresas bate recorde no Brasil e supera 9,1 milhões em junho de 2026

 Em junho de 2026, o Brasil registrou um marco alarmante no setor empresarial: o número de empresas inadimplentes atingiu a marca de 9,1 milhões, segundo dados da Serasa Experian. Este é o maior valor da série histórica iniciada em 2016 e representa um crescimento de 16,67% em relação a junho de 2025.


 O montante total das dívidas acumuladas chegou a R$ 232,9 bilhões, distribuídos em 66,2 milhões de débitos pendentes. Em média, cada empresa negativada acumula 7,3 contas em atraso, com um valor médio por dívida de R$ 3.515,77 e saldo total de endividamento na casa dos R$ 25.508,96 por CNPJ.


As micro e pequenas empresas (MPEs) são as mais impactadas pela crise financeira, representando a grande maioria do contingente de negativados: 8,6 milhões desses negócios estão com restrições financeiras, somando R$ 201,4 bilhões em débitos.

Geograficamente e por setor, os dados revelam:

  • Distribuição Regional: O estado de São Paulo lidera o ranking de inadimplência, com mais de 3,12 milhões de CNPJs negativados, seguido por Minas Gerais (907 mil), Rio de Janeiro (874 mil), Paraná (601 mil) e Rio Grande do Sul (527 mil).

  • Segmento Econômico: O setor de Serviços engloba a maior parte das empresas afetadas (55,7%), seguido pelo Comércio (32,2%), Indústria (8%) e Setor Primário (0,9%).

  • Credores Principais: A maioria das dívidas refere-se ao financiamento das operações dos negócios. O setor de Serviços lidera a origem dos débitos (31,6%), acompanhado por Bancos e Cartões (19,5%), Cooperativas (8,4%), Utilities (6,9%) e Telefonia (6%).

Segundo a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o juro elevado em patamar de 14% atua como o principal fator de encarecimento do crédito e trava de recuperação do mercado. Somado a isso, o desaquecimento da atividade econômica reduz a geração de caixa das empresas justamente no momento em que elas precisam reorganizar passivos e reestruturar o fluxo operacional.


Foto: Karola G/Pixels