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Invasão Silenciosa: Pesquisa revela avanço alarmante de moluscos exóticos no Brasil
 

Invasão Silenciosa: Pesquisa revela avanço alarmante de moluscos exóticos no Brasil

Estudo inédito aponta que a proliferação de espécies invasoras ameaça a biodiversidade nativa, gera prejuízos bilionários em hidrelétricas e acende alerta para novos riscos sanitários no país.

Alerta

23/04/2026 - 00:48:00 | 2 minutos de leitura

Invasão Silenciosa: Pesquisa revela avanço alarmante de moluscos exóticos no Brasil

O Brasil enfrenta uma crise ecológica crescente com a expansão desenfreada de moluscos invasores. Um novo estudo detalha como espécies vindas de outros continentes — transportadas principalmente por águas de lastro de navios ou pelo comércio ilegal de animais — encontraram no clima tropical brasileiro o ambiente perfeito para se reproduzir sem predadores naturais.


1. Os Principais Vilões


Duas espécies lideram a preocupação dos especialistas:
  • Mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei): Originário da Ásia, ele se fixa em superfícies sólidas. Sua presença em massa obstrui tubulações de usinas hidrelétricas e sistemas de tratamento de água, exigindo gastos colossais com manutenção.

  • Caramujo-gigante-africano (Lissachatina fulica): Introduzido no Brasil como alternativa ao escargot, tornou-se uma praga agrícola e urbana. Além de devorar plantações, é hospedeiro de vermes que podem causar meningite eosinofílica em humanos.

2. Impactos ao Ecossistema e Economia


A presença desses invasores altera a química da água e compete por alimento com espécies nativas, levando muitas à extinção local. No setor econômico, as perdas são estimadas em milhões de reais anuais, afetando desde a pesca artesanal até a geração de energia em larga escala.


3. Riscos à Saúde Pública


O contato direto com esses animais ou com superfícies contaminadas por seu muco pode transmitir doenças graves. A pesquisa alerta que a falta de controle sanitário em áreas urbanas facilita o contato de crianças e animais domésticos com o caramujo-africano, aumentando o risco de surtos locais.

Foto: Reprodução/Instagram