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Japão anuncia implantação de mísseis em ilha próxima a Taiwan
 

Japão anuncia implantação de mísseis em ilha próxima a Taiwan

Em Foco

26/02/2026 - 12:24:00 | 2 minutos de leitura

Japão anuncia implantação de mísseis em ilha próxima a Taiwan

Previsão é que equipamentos sejam instalados até março de 2031; anúncio deve aumentar tensão com China O Japão anunciou que vai implantar mísseis superfície-ar de médio alcance, capazes de abater aeronaves e projéteis balísticos, na Ilha Yonaguni, localizada a 110 km de Taiwan. A projeção, segundo o ministro da Defesa, Shinjiro Koizumi, é que a inserção dos equipamentos aconteça até março de 2031. Essa é a primeira vez que o governo especifica um cronograma para a implantação dos mísseis na ilha desde que o plano foi anunciado, em 2022. O anúncio ocorre em meio a um impasse diplomático entre o país e a China, que continua reivindicando Taiwan como parte da zona chinesa, apesar da separação dos territórios em 1949 devido à guerra civil. Citando a chamada política “uma só China”, o exército chinês já fez inúmeras incursões próximas de Taipé, inclusive com testes envolvendo munições reais. O cenário deixou a ilha em alerta, fazendo o governo ampliar, por exemplo, o tempo de serviço militar obrigatório e reforçar o treinamento de recrutas. Em novembro de 2025, a primeira-ministra Sanae Takaichi disse que o Japão poderia intervir militarmente se a ilha fosse alvo de um ataque chinês, caso o conflito representasse uma ameaça existencial ao país. A fala foi criticada por Pequim, que impôs restrições às exportações de empresas japonesas e orientou cidadãos a não viajarem para o país, citando preocupações de segurança. Xi Jinping pede que EUA tenham 'prudência' ao fornecer armas para Taiwan A tensão diplomática ameaça prejudicar a relação entre as duas maiores economias da Ásia. Até o momento, a China não reagiu ao novo anúncio do Japão sobre os mísseis. Quando Koizumi visitou a ilha Yonaguni em 2022, no entanto, Pequim acusou Tóquio de estar avançando para “criar tensão regional e provocar confrontos militares”.