Jovem é acusado de golpe milionário com criptomoedas em SC e tem pedido de prisão
Em Foco
16/06/2025 - 12:36:00 | 3 minutos de leitura

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou um jovem de 21 anos por um golpe de estelionato contra ao menos 14 vítimas, que causou um prejuízo de no mínimo R$ 2,6 milhões. Em 2022, Matheus Brião de Souza, então com 18 anos, teria simulado gerir um fundo de criptomoedas e enganando clientes com a promessa de “alto retorno financeiro”, sem ter aberto sequer uma empresa. Na denúncia apresentada no mês passado, o MP pede a devolução do valor, ajustado pela inflação do período. Requer ainda a prisão preventiva de Brião, sob alegação de que o jovem “dispõe de fartos recursos financeiros (obtidos induzindo as vítimas em erro) para sustentar uma longa fuga”. Segundo o MP, há vítimas identificadas que não apresentaram representação. O valor e o número de impactados, assim, pode ser consideravelmente maior. A IstoÉ Dinheiro buscou contato com a defesa de Matheus Brião, porém não foi possível encontrá-la. O espaço segue aberto para manifestação. Segundo informações da promotoria, o paradeiro de Matheus Brião é desconhecido e o acusado tampouco foi interrogado, uma vez que não foi localizado pela polícia durante a investigação. Vítimas do golpe afirmam que ele desapareceu no final de 2022. Segundo a investigação, Matheus Brião de Souza teria induzido as vítimas a fazerem diversas transferências para sua conta pessoal entre os meses de março e outubro de 2022. Para atraí-las, ele afirmava administrar um fundo de criptomoedas e prometia alcançar alta rentabilidade através de estratégias de investimento de swing trade e day trade. Para dar credibilidade ao negócio, o denunciado teria oferecido às vítimas contratos “de prestação de serviços de consultoria e gestão de criptomoedas”, utilizando o timbre do escritório ”Brião & Sousa Advogados Associados”, administrado por seus pais, Marcos Ribeiro de Sousa e Michelle Costa Brião. O escritório não existe mais. Sua página em rede social teve o nome substituído por “Brião Advogados”, firma administrada hoje apenas por Michele Brião. Procurada, a advogada não retornou ao contato da IstoÉ Dinheiro. Ainda de acordo com a investigação, Brião devolvia por vezes valores às vítimas quando elas solicitavam saques, de forma a manter a farsa de um fundo em funcionamento. As quantias retornadas, no entanto, correspondiam apenas a uma pequena fração do total já subtraído. No final de 2022, os relatórios e os saques pararam. A promotoria diz que o acusado passou então a apresentar desculpas e, poucos meses depois, desapareceu com os valores investidos.
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