Kasperl e o Pão que o Diabo Amassou: Teatro de bonecos alemão retorna a Jaraguá do Sul em apresentação gratuita

Tradição e herança cultural: Cia. Alma Livre reapresenta espetáculo de Kasperl Theater no histórico Salão Barg, no Rio da Luz.

Cultura

04/06/2026 - 09:41:00 | 2 minutos de leitura

Kasperl e o Pão que o Diabo Amassou: Teatro de bonecos alemão retorna a Jaraguá do Sul em apresentação gratuita

O resgate das tradições e a conexão com a ancestralidade ganham um novo capítulo em Jaraguá do Sul. No dia 7 de junho (domingo), às 15h, o histórico Salão Barg, localizado na icônica região do Rio da Luz, será o palco para a terceira passagem do espetáculo “Kasperl e o Pão que o Diabo Amassou”. Realizada pela Cia. Alma Livre, a apresentação integra uma circulação estadual viabilizada pelo Programa de Incentivo à Cultura (PIC) do Governo de Santa Catarina, que prevê 15 sessões gratuitas e com acessibilidade em Libras pelo estado.


O Cenário Perfeito para a Tradição

A escolha do Rio da Luz não foi por acaso. A região é reconhecida nacionalmente por preservar a arquitetura, os costumes e o modo de vida dos imigrantes alemães. Apresentar o Kasperl Theater — uma vertente tradicionalíssima do teatro de bonecos germânico — nesse ambiente cria uma simbiose perfeita entre o patrimônio material e imaterial da cidade.

Para a atriz e bonequeira Mery Petty, fundadora da companhia ao lado de Nicoli Pereira  e Vinícius da Cunha, o retorno tem um sabor de memória afetiva:

"Além da conexão com a história da cidade, a minha própria relação com esse universo começou ainda na infância, em Jaraguá do Sul. Recordo especialmente dos bonecos, do som do violino e do ursinho usado para convidar as crianças para as apresentações realizadas na escola onde eu estudava."


Entre o Humor, a Crítica e a Fantasia

Inspirado no clássico texto alemão "Os Sacos de Farinha do Rei" (1944), de Gustav Resatz, o espetáculo narra a saga de um reino em crise pela falta de alimentos. O carismático Kasperl é convocado pelo rei para resolver a situação, mas precisa enfrentar um ladrão de trigo e o próprio diabo, que tenta sabotar a produção de pães.


Crítica social sutil envelopada em um humor leve e acessível para todas as idades.

O projeto conta com o incentivo de grandes marcas da região, como o Grupo Tigre, Urbano Alimentos e Grupo Kyly, via Fundação Catarinense de Cultura, reforçando o compromisso do empresariado local com a difusão da arte e o resgate histórico de Santa Catarina.


Foto: Divulgação/Cia da Alma Livre