Mãe deixa menino com tio de 15 anos, menino morre e pai pede justiça em Jaraguá do Sul
Em Foco
14/07/2025 - 12:25:00 | 3 minutos de leitura

O pai do pequeno Harthur Fagundes Braga, de apenas 1 ano e 6 meses, segue em busca de respostas sobre a morte do filho, registrada em janeiro deste ano em Jaraguá do Sul, no Norte de Santa Catarina. Separado da mãe da criança há cerca de seis meses, Edson Fagundes morava em Guaratuba, no litoral do Paraná, e mantinha visitas frequentes ao menino. Toda semana — ou, no máximo, a cada duas — ele viajava até o município para passar um tempo com o filho. Na madrugada de sábado, 11 de janeiro, recebeu a ligação que mudaria sua vida para sempre. “Durante o dia falei com ele por chamada de vídeo. Estava bem, sorrindo, brinquei com ele. Aí, do nada, meia-noite, recebo uma ligação da mãe dizendo que encontraram ele morto no apartamento. Desde então, ninguém me explicou nada”, relatou Edson, emocionado. Segundo o pai, Harthur foi deixado aos cuidados do tio adolescente, de 15 anos, enquanto a mãe teria saído para trabalhar. Ainda conforme ele, a criança teria morrido por volta das 19h, mas o corpo só foi encontrado horas depois, por volta da meia-noite, quando a mãe voltou ao local. ““Deixaram-no com um menor, até de madrugada. Quando ela chegou, a criança já estava morta havia horas. Até agora não me entregaram nem o laudo. Não sei o que levou meu filho”, afirmou o pai. A Polícia Militar registrou a ocorrência como abandono de incapaz, crime previsto quando uma pessoa deixa sozinha outra que não tem meios de se proteger. O caso foi repassado à Polícia Civil, que abriu inquérito para apurar a responsabilidade dos envolvidos. Edson diz que ainda vive dias de angústia e revolta. O corpo de Harthur foi periciado pela Polícia Científica, mas até o momento o laudo com a causa da morte não foi divulgado à família. “A dor de perder um filho já é insuportável. Mas não saber o motivo da morte… isso destrói por dentro. Só quero justiça. Meu filho era um anjo, tinha tudo pela frente”, desabafou. Outro ponto que gerou indignação foi a postura da mãe da criança nos dias seguintes à tragédia. Segundo Edson, ela teria publicado fotos com o novo namorado no sábado, um dia após a morte do bebê. “Meu filho morreu na sexta. No sábado ela já estava postando foto com o namorado numa lanchonete, como se nada tivesse acontecido. E no velório, ela estava lá mexendo no celular, esperando o caixão chegar, como se fosse uma coisa qualquer.” O pai também menciona que a ex-companheira costumava apresentar comportamentos instáveis durante o relacionamento. Ele afirma que ela supostamente usava bebidas alcoólicas e cocaína com frequência. “Ela ficava bem uma ou duas semanas. Depois já começava a beber, usar coisa… e ninguém fazia nada. Hoje meu filho morreu e nenhum responsável foi preso. Isso é justo?”, questiona. Enquanto aguarda o laudo e as investigações, o pai reforça que não deixará o caso ser esquecido.
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