Mãe e padrasto de 17 anos são suspeitos de tortura e abuso sexual contra bebê morto em SC

Geral

30/04/2025 - 12:46:00 | 2 minutos de leitura

Mãe e padrasto de 17 anos são suspeitos de tortura e abuso sexual contra bebê morto em SC

A morte de uma criança de 1 ano e 4 meses está em investigação pela Polícia Civil de Balneário Piçarras. A criança teria sido levada ao pronto-socorro da cidade com lesões, e de lá foi transferida ao Hospital Infantil Pequeno Anjo, de Itajaí. A suspeita é que o menino tenha sido agredido pelos próprios pais, e possa ter sofrido abusos sexuais.  O caso ocorreu no último domingo (27) e na última segunda-feira (28). Segundo a Polícia Militar, a mãe da criança, de 21 anos, e o padrasto, de 17, foram levados até a delegacia de Itajaí, ainda no domingo, onde foram comunicados sobre a suspeita de abuso sexual. A criança morreu horas depois, por não resistir aos ferimentos. Quem suspeitou do crime, inicialmente, foi a equipe do pronto-atendimento de Balneário Piçarras, que denunciou o suposto abandono e as lesões graves à polícia. Segundo a PM, o menino tinha “múltiplos hematomas na cabeça, face, costas e inchaço abdominal, indicando sinais de trauma”. Devido aos ferimentos, ele foi levado de ambulância ao Pequeno Anjo, em Itajaí. O hospital infantil, que é referência no atendimento de crianças e adolescentes na região, não se manifestou. Após a transferência da criança, os policiais identificaram os dois suspeitos: a mãe da criança e o companheiro dela, um adolescente de 17 anos. Testemunhas e vizinhos relataram que, além das lesões visíveis, havia histórico de agressões e maus-tratos contra a vítima. A mãe foi presa em flagrante por tortura, segundo a Polícia Civil. O padrasto, por ser menor de idade, foi apreendido por ato infracional análogo ao crime de tortura. Ainda segundo a Polícia Civil, a criança tinha múltiplas lesões pelo corpo, rompimento do fígado e distensão abdominal. A suspeita é que ela tenha sofrido violência sexual, “em razão da apresentação de fissuras no ânus e de sangramento”. Agora, a Polícia Civil aguarda o laudo de exame de necrópsia e a eventual determinação de diligências complementares pelo Ministério Público.