Mais de 100 mil pessoas moram em favelas de SC, revela pesquisa do IBGE
Em Foco
08/12/2025 - 12:43:00 | 3 minutos de leitura

Os dados da pesquisa do Censo Demográfico 2022 revelam ainda que o Estado possui 161 comunidades Os dados da pesquisa do Censo Demográfico 2022, revelam que Santa Catarina possui 161 favelas e comunidades urbanas distribuídas por 24 municípios. A nova pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “Favelas e Comunidades Urbanas – Características urbanísticas do entorno dos domicílios”, divulgada nesta sexta-feira (5), traz um panorama sobre transporte, pavimentação, drenagem, transporte e iluminação nestes territórios em Santa Catarina. O IBGE considera favelas e comunidades urbanas áreas com insegurança jurídica da posse e ao menos um dos seguintes fatores: ausência ou oferta precária de serviços públicos, construções fora dos parâmetros oficiais ou ocupação em zonas de risco ambiental. Os dados da pesquisa do Censo Demográfico 2022 revelam que Santa Catarina possui 161 favelas e comunidades urbanas distribuídas por 24 municípios, totalizando 109,3 mil moradores. Fora desses territórios, vivem 3,3 milhões de pessoas. Em 2022, 10,7% dos moradores que vivem nesses territórios tinham acesso ao local apenas por vias que permitem circulação de bicicletas, motocicletas ou pedestres. Fora das favelas, esse percentual cai para 0,34%. A média brasileira é de 19,2% dentro e 1,4% fora. Na comunidade Nova Descoberta, em Florianópolis, todos os moradores entrevistados residiam em vias em que a circulação é restrita a motos, bicicletas e pedestres. Navegantes aparece entre os três municípios do país com menor diferença entre dentro e fora das favelas: 96,44% dos domicílios desses territórios tinham vias com circulação para caminhões ou ônibus, frente a 94,5% nas demais áreas. Já as vias que comportam apenas carros ou vans representavam 24,1% dentro das comunidades urbanas, enquanto fora delas o índice era de 4,3%. No cenário nacional, a média é de 18,8 por cento nas favelas e 5,3 por cento nas áreas externas. No Estado, 69,7% dos moradores de favelas viviam em ruas pavimentadas. Entre os que residem fora desses territórios, o percentual é de 87,8%. No país, as médias são de 78,3% e 91,8%, respectivamente. Mesmo assim, 37 localidades catarinenses registraram 100% dos entrevistados vivendo em ruas pavimentadas, distribuídas entre Balneário Camboriú, Blumenau, Chapecó, Coronel Freitas, Florianópolis, Gaspar, Itajaí e São José. A presença de bueiros e bocas de lobo também evidencia disparidade: 90,62% dos moradores fora das favelas dispõem desse recurso, maior média entre os estados brasileiros. Entre os residentes dentro delas, o índice cai para 61,8%. Apenas 0,5% dos moradores de favelas e comunidades urbanas catarinenses viviam em vias com sinalização para bicicletas, abaixo da média nacional de 0,9%. Fora desses territórios, o percentual chega a 7,21%, o maior do país e também a maior diferença entre dentro e fora. Das 161 favelas, apenas 11 tinham vias sinalizadas para bicicletas. O destaque é para o Rio Tavares, no Trevo da Serpa, em Florianópolis, onde 26,59% das vias contam com sinalização.
Mais Em Foco
09 AgoQuem eram as três turistas colombianas que morreram em queda de helicóptero no Rio de JaneiroLEIA MAIS
09 AgoBalanço da Defesa Civil aponta 2.362 desalojados e 117 cidades atingidas por ciclone bomba no RSLEIA MAIS
08 AgoPF Indicia Dono da Voepass Após Empresário Admitir Conhecimento sobre Omissão de PanesLEIA MAIS
07 AgoCiclone-bomba atinge o RS com ventos de até 120 km/h, estragos e paralisação de serviçosLEIA MAIS- 02 AgoAtaque em Fábrica da Bombril Deixa Três Mortos em São Bernardo do Campo; Suspeito Morre na CadeiaLEIA MAIS
- 01 AgoEclipse solar total ocorrerá neste mês; veja tudo que você precisa saberLEIA MAIS
31 JulAgosto Começa com Chuvarada e Nova Massa de Ar Frio no Sul do BrasilLEIA MAIS
30 JulCiclone intensifica nova frente fria e traz risco de temporais no Sul do BrasilLEIA MAIS- 25 JulChuvas no RS Antecipam Sinais do El Niño e Acendem Alerta para Próximos Meses em SCLEIA MAIS






