Mecânico é preso após usar carro de cliente em viagem para SC
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02/03/2026 - 12:20:00 | 2 minutos de leitura
Esquema teria feito pelo menos 40 vítimas e é apurado pela Polícia Civil Um lanterneiro foi preso na última quinta-feira, no Distrito Federal, suspeito de utilizar veículos de clientes sem autorização enquanto estavam na oficina para conserto. O caso veio à tona após um cliente receber uma multa de trânsito registrada em Santa Catarina, mesmo sem ter saído de Brasília. A vítima afirmou que deixou o carro na oficina após um acidente leve. Ele optou por não acionar o seguro e combinou o conserto por R$ 3 mil, pagos antecipadamente. Segundo o relato, o veículo permaneceu cerca de um mês e meio no estabelecimento, entre 10 de dezembro e 23 de janeiro, sob justificativa de atraso na chegada de peças. Multa em outro estado revelou irregularidade - Dias após recuperar o automóvel, José foi surpreendido com uma multa registrada em Santa Catarina. Ele afirma que nunca autorizou o deslocamento do veículo para fora do Distrito Federal. Além da infração, o carro retornou com aproximadamente três mil quilômetros a mais no odômetro — de 18 mil para 21 mil quilômetros rodados. No interior, foram encontrados dispositivos conectados ao sistema de bluetooth e até conchas de praia. Segundo o cliente, o lanterneiro chegou a sugerir que o carro fosse novamente levado à oficina para “corrigir” o registro de quilometragem. Esquema é investigado pela Polícia Civil - O suspeito foi preso por agentes da 2ª Delegacia de Polícia da Asa Norte. De acordo com a investigação, ele exigia pagamento antecipado, atrasava entregas e, em alguns casos, não realizava o serviço contratado. A polícia apura que veículos deixados na oficina eram repassados a terceiros sem autorização dos proprietários. Funcionários e outras pessoas utilizariam os carros tanto no Distrito Federal quanto em viagens para outros estados. A investigação indica que o esquema pode ter começado em 2016. Somente neste ano, 15 ocorrências foram registradas contra o investigado. Ao todo, 40 vítimas já foram identificadas, número que pode aumentar com o avanço das apurações. Polícia orienta vítimas a formalizar denúncia - A Polícia Civil do Distrito Federal orienta que possíveis vítimas procurem a 2ª Delegacia de Polícia para registrar ocorrência. O caso também foi levado ao Procon.
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