Moraes determina prisão domiciliar de Bolsonaro, e EUA reagem
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05/08/2025 - 17:37:00 | 4 minutos de leitura

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, por tempo indeterminado, a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na segunda-feira (4). Bolsonaro também está proibido de receber visitas, "salvo de seus advogados regularmente e com procuração nos autos, além de outras pessoas previamente autorizadas" pelo STF. Os visitantes autorizados não poderão usar celular, fazer fotos ou gravar vídeos, assim como o ex-presidente, que também está proibido de usar o celular "diretamente ou por intermédio de terceiros”. O mandado de busca e apreensão de aparelhos celulares do ex-presidente foi cumprido no fim da tarde em Brasília, segundo informou a Polícia Federal. A defesa de Bolsonaro afirmou ter sido "surpreendida" com o decreto da prisão domiciliar, já que o ex-presidente "não descumpriu qualquer medida". Por meio de nota, os advogados afirmaram que Bolsonaro não estava proibido de dar entrevistas ou fazer discursos públicos. "A frase 'boa tarde, Copacabana. Boa tarde meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos', não pode ser compreendida como descumprimento de medida cautelar, nem como ato criminoso." O governo de Donald Trump emitiu uma nota condenando a decisão e afirmando que Moraes "continua usando as instituições do Brasil para silenciar a oposição e ameaçar a democracia". A nota também diz que colocar mais restrições para que Bolsonaro se defenda não é um serviço público. "Deixe Bolsonaro falar!" Na decisão, Moraes afirma que o ex-presidente descumpriu as medidas cautelares impostas no dia 17/7, quando ele determinou o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente, além da proibição do uso de redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros. Isso porque, segundo o despacho desta segunda, Bolsonaro "produziu material para publicação nas redes sociais de seus três filhos e de todos os seus seguidores e apoiadores políticos, com claro conteúdo de incentivo e instigação a ataques ao Supremo Tribunal Federal e apoio, ostensivo, à intervenção estrangeira no Poder Judiciário brasileiro." O ministro se referiu às manifestações ocorridas no domingo (3) em diversas cidades do país. Neste dia, Bolsonaro apareceu por meio de uma ligação de vídeo no celular do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em São Paulo, e depois em um vídeo na rede social de um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). "A participação dissimulada de Jair Messias Bolsonaro, preparando material pré-fabricado para divulgação nas manifestações e redes sociais, demonstrou claramente que manteve a conduta ilícita de tentar coagir o Supremo Tribunal Federal e obstruir a Justiça, em flagrante desrespeito as medidas cautelares anteriormente impostas", escreve o ministro. Para Moraes, "as condutas de Jair Messias Bolsonaro, desrespeitando, deliberadamente, às decisões proferidas por esta Suprema Corte, demonstram a necessidade e adequação de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu, mesmo com a imposição de medidas cautelares diversas da prisão."Alessandro Venier, de 35 anos, foi morto pela própria mãe, de 61 anos, e pela namorada, uma colombiana de 30 anos, após uma discussão porque ele “não quis pôr a mesa”. O caso aconteceu na cidade de Gemona del Friuli, na Itália. Segundo a polícia italiana, Alessandro foi drogado, atacado e esquartejado com um machado. Os restos mortais foram encontrados dentro da casa da vítima, embalados em sacos de lixo e cobertos com cal virgem. A polícia chegou ao local após uma das mulheres envolvidas ligar para as autoridades e confessar o crime, na última quinta-feira. Alessandro morava com as duas mulheres e tinha uma filha de seis meses com a namorada. Portais locais informaram que ele sofria de alcoolismo e era usuário de drogas.
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