Moraes é alvo de denúncia na OEA por violações de direitos humanos
Em Foco
26/07/2025 - 13:32:00 | 3 minutos de leitura

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA), recebeu petição que acusa o ministro Alexandre de Moraes (STF) de “violações sistemáticas de direitos humanos” no Brasil. O autor do documento pediu à entidade para ter o nome preservado e menciona supostas ilegalidades praticadas por autoridades brasileiras, especialmente após as depredações das sedes dos Três Poderes, no 8 de janeiro. O texto aponta o ministro Alexandre de Moraes como responsável por “prisões preventivas em massa, sem fundamentação individualizada ou tempo razoável de detenção” e por decisões judiciais tomadas “sem contraditório nem ampla defesa”. Entre os episódios citados estão as detenções ocorridas no dia 9 de janeiro de 2023, quando mais de 1,4 mil pessoas foram levadas a um ginásio da Polícia Federal, sob condições que, segundo o documento, seriam “insalubres”, com “prisões baseadas em geolocalização ou proximidade dos locais dos atos” e “sem individualização das condutas”. Além do STF, a Procuradoria-Geral da República (PGR), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Congresso Nacional e o presidente Lula são mencionados. Segundo o texto, a PGR teria sido “omissa em agir contra abusos do Judiciário”, enquanto o Executivo teria adotado “uma postura conivente e silenciosa diante da escalada autoritária promovida pelo Judiciário”, estimulando “uma narrativa oficial de que todos os manifestantes do 8 de Janeiro são ‘terroristas’”. O TSE, por sua vez, é descrito como “agente ativo de censura prévia e perseguição a influenciadores, jornalistas e religiosos, sob o pretexto de “combate às fake news”. Já o Congresso é citado como “negligente na defesa do equilíbrio entre os Poderes da Constituição”. A petição sustenta que parlamentares opositores, como Nikolas Ferreira, Gustavo Gayer, Bia Kicis, Damares Alves e Marco Feliciano, têm sido alvo de “constrangimentos institucionais, perseguições judiciais, censura de seus conteúdos e ameaças veladas”. Também são citadas decisões judiciais que teriam determinado “bloqueio e censura de perfis em redes sociais de jornalistas, parlamentares e cidadãos comuns”, muitas vezes “com decisões em segredo de justiça e sem contraditório”. Entre os nomes mencionados como alvos de bloqueios e perseguições estão comunicadores, como Allan dos Santos, Paula Schmitt e Rodrigo Constantino. O texto alega que plataformas, como X, YouTube, Instagram e Facebook, vêm sendo forçadas “a remover conteúdos e desmonetizar perfis de figuras públicas de oposição”. A petição sustenta que há um “cenário de grave crise institucional” no Brasil e que o sistema jurídico nacional estaria “disfuncional, parcial e ineficaz diante de abusos de autoridade”. O autor denuncia um contexto de “lawfare”, em que o sistema de justiça seria utilizado “para fins de perseguição política”, ferindo os princípios do devido processo legal, da liberdade de expressão e da separação entre os Poderes.
Mais Em Foco
12 MaiBloqueio Rompido: Onda de Frio Polar Traz Ar Seco e Temperaturas de 5°C ao BrasilLEIA MAIS
11 MaiGuia registra momento da erupção do Monte Dukono antes de tragédia que vitimou turistas na IndonésiaLEIA MAIS- 09 MaiFrente fria avança: temperaturas despencam neste sábado (9) e manhãs seguem geladas até segunda-feiraLEIA MAIS
- 06 MaiLua Azul: O Fenômeno que Encanta o Céu NoturnoLEIA MAIS
- 05 MaiDesenrola 2.0: Governo bloqueará CPF de negativados em sites de apostas e ‘bets’LEIA MAIS
- 29 AbrIBGE define 2028 como marco para o primeiro Censo Nacional da População em Situação de RuaLEIA MAIS
19 AbrBiólogo elogia calma de pedestre que quase pisou em jararaca em Jaraguá do Sul: ‘Foi sorte’LEIA MAIS
14 AbrGoverno oficializa feriado na próxima segunda-feira; veja quem tem direito à folgaLEIA MAIS- 04 AbrCultura de Rua no Centro do Investimento: Lula anuncia Escola Nacional de Hip-HopLEIA MAIS







