Morte do cão Orelha: polícia indicia 3 familiares de adolescentes por coação de testemunha

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28/01/2026 - 12:32:00 | 3 minutos de leitura

Morte do cão Orelha: polícia indicia 3 familiares de adolescentes por coação de testemunha

Um advogado e dois empresários foram indiciados por coação no processo de investigação; animal morreu após ser agredido na Praia Brava, em Florianópolis A Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três homens, familiares dos adolescentes investigados pela morte do cão Orelha, em Florianópolis, por coação de testemunha. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa sobre o caso, na manhã da terça-feira (27). Conforme o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, o inquérito sobre o caso de coação foi concluído. Um dos indiciados é advogado. Os outros dois são empresários. Dois dos indiciados são pais dos adolescentes, e um deles é tio de um dos jovens. A investigação sobre os atos infracionais cometidos pelos adolescentes segue em curso. Segundo depoimentos colhidos pela Polícia Civil, a coação ocorreu entre os dias 12 e 13 de janeiro. Na ocasião, os adultos ameaçaram o porteiro de um condomínio. A vítima havia feito uma foto dos adolescentes na praia, no que seria o episódio de agressão ao cão Orelha. O tio de um dos adolescentes estaria com “um volume na região da cintura”, segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal, o que levantou a suspeita de que ele portasse uma arma no momento da coação. A existência do equipamento, contudo, não foi confirmada. A Polícia Civil chegou a realizar buscas na casa dos suspeitos de coação, mas não localizou a arma de fogo. A coação teria como objetivo evitar o compartilhamento de informações às autoridades. Após o ocorrido, o porteiro recebeu férias compulsórias da administração do condomínio. A morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, ganhou repercussão internacional, mobilizou protestos e chocou a comunidade que convivia com o animal. O cachorro foi agredido a pauladas por quatro adolescentes e morreu no dia 5 de janeiro. Na manhã de segunda-feira (26), a Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu três mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados. Conforme o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, o grupo é investigado por maus-tratos e coação. No momento, os adolescentes não foram apreendidos. Segundo o delegado, dois adolescentes suspeitos estão em um passeio na Disney, em Orlando, nos Estados Unidos, e devem retornar na próxima semana. Eles teriam embarcado ao destino turístico logo após o início da repercussão sobre a morte do cão Orelha. A viagem já estaria planejada antes da agressão ao cão Orelha. Orelha, ou Preto, como o cachorro comunitário era chamado, vivia na Praia Brava há quase dez anos. Ele era alimentado e cuidado por moradores, pescadores e comerciantes que vivem na região. O cachorro foi encontrado com ferimentos profundos em diferentes partes do corpo. Devido à gravidade das lesões, o animal precisou ser sacrificado.