Mourão atribui invasões de 8 de janeiro à "inação" do governo Lula
No inquérito sobre os atos de 8 de janeiro, o general da reserva Hamilton Mourão criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que as invasões aos prédios públicos foram resultado da "inação" do governo federal. As declarações foram dadas na sexta-feira (23) durante interrogatório conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Política
24/05/2025 - 14:22:00 | 2 minutos de leitura

no inquérito sobre os atos de 8 de janeiro, o general da reserva Hamilton Mourão criticou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que as invasões aos prédios públicos foram resultado da "inação" do governo federal. As declarações foram dadas na sexta-feira (23) durante interrogatório conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Mourão, que foi vice-presidente no governo Bolsonaro, relatou que soube dos ataques em tempo real por um telefonema de seu filho. Em sua análise, comparou a situação ao período do impeachment do ex-presidente Fernando Collor (1992), quando, segundo ele, havia um protocolo de segurança ativado pela Presidência e pela Casa Militar para conter distúrbios. "Na época do impeachment de Collor, existia um planejamento que, ao detectar ameaças, acionava forças policiais e militares para evitar badernas", disse Mourão. Ele citou ainda o "Badernaço" de 1986 — protestos violentos contra o Plano Cruzado — como marco para a criação desses procedimentos de segurança na Esplanada dos Ministérios. Questionado pelo advogado Paulo Amador, que defende Jair Bolsonaro no caso, Mourão afirmou que o que ocorreu em 8 de janeiro foi "uma inação do governo de turno", que deveria ter mobilizado as forças necessárias para impedir as invasões. O general também mencionou a existência de uma "sessão de inteligência" dentro dos comandos militares, responsável por avaliar informações em tempo real, sugerindo que o governo tinha meios para evitar os ataques. As declarações de Mourão reforçam a tese defendida por bolsonaristas de que o governo Lula teria sido omisso, enquanto a oposição argumenta que as invasões foram estimuladas por grupos extremistas alinhados ao ex-presidente Bolsonaro. O depoimento integra as investigações que apuram responsabilidades pelos ataques que destruíram sedes dos Três Poderes, em Brasília.
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