MPF arquiva denúncia de genocídio contra Bolsonaro

Geral

17/02/2026 - 12:23:00 | 2 minutos de leitura

MPF arquiva denúncia de genocídio contra Bolsonaro

Órgão aponta ausência de provas mínimas e encerra procedimento O Ministério Público Federal arquivou, no último domingo, em Brasília, uma denúncia anônima que acusava o ex-presidente Jair Bolsonaro de genocídio durante a pandemia de Covid-19 e de outros crimes, porque não encontrou provas mínimas que justificassem a abertura de investigação formal. O procedimento começou após o envio de uma denúncia anônima ao MPF em 2025. No entanto, ao analisar o conteúdo, os procuradores concluíram que as acusações eram genéricas, amplas e sem qualquer documentação que sustentasse os fatos narrados. Diante disso, o órgão decidiu arquivar o caso. Segundo o despacho, não havia elementos objetivos capazes de fundamentar a instauração de persecução penal. Assim, o MPF encerrou o procedimento ainda na fase preliminar. A denúncia atribuía ao ex-presidente e a familiares uma série de crimes graves. Entre eles, genocídio durante a pandemia, corrupção, envolvimento com milícias, tráfico de drogas, uso indevido de órgão de inteligência e práticas conhecidas como rachadinhas. Além disso, o texto mencionava supostos envenenamentos de autoridades, perseguições políticas e atentados à ordem democrática. No entanto, o Ministério Público afirmou que nenhuma dessas alegações veio acompanhada de provas ou indícios mínimos que permitissem aprofundar a apuração. O MPF destacou que não pode abrir investigação apenas com base em afirmações vagas. Para instaurar um procedimento criminal, o órgão precisa de elementos concretos, ainda que iniciais, que indiquem materialidade e autoria. Como a denúncia não apresentou documentos, testemunhos formais ou qualquer outro tipo de suporte probatório, o Ministério Público considerou inviável dar prosseguimento ao caso. O arquivamento encerra esse procedimento específico. Ainda assim, a decisão não impede que outros fatos, se acompanhados de provas consistentes, sejam analisados futuramente pelas autoridades competentes. Com isso, o MPF reforça que atua com base em critérios técnicos e legais, e não apenas na gravidade das acusações apresentadas.