MS libera contraceptivo para adolescentes sem autorização dos pais
Em Foco
18/12/2025 - 12:27:00 | 3 minutos de leitura

O Ministério da Saúde autorizou adolescentes de 14 a 17 anos a receberem o implante contraceptivo Implanon pelo SUS, sem necessidade de autorização dos pais. A nota técnica orienta equipes a garantirem sigilo, privacidade e autonomia das jovens, desde que o método seja clinicamente adequado. O dispositivo, inserido no braço, libera hormônio por até três anos. A liberação foi divulgada no dia 1º de dezembro pelo Governo e o SUS tem até janeiro de 2026 para fornecer a medicação. O Implanon é um método contraceptivo de longa duração (LARC), composto por um pequeno bastão flexível inserido sob a pele do braço da mulher. Ele libera o hormônio etonogestrel de forma contínua, impedindo a ovulação e, consequentemente, a gravidez. O método tem eficácia superior a 99% e duração de até três anos, podendo ser retirado a qualquer momento caso a paciente deseje engravidar ou trocar o método. Conforme o Ministério da Saúde, o implante será disponibilizado prioritariamente na Atenção Primária à Saúde. A nota técnica destaca que o atendimento deve garantir sigilo, especialmente no caso de adolescentes, respeitando princípios legais e éticos do cuidado em saúde. O documento também assegura respaldo jurídico e técnico para a atuação de médicos e enfermeiros devidamente capacitados, tanto na inserção quanto na retirada do implante, além de outros métodos contraceptivos de longa duração, como o Dispositivo Intrauterino (DIU). De cada 7 bebês brasileiros, um é filho de uma adolescente. Embora tenham caído nas últimas duas décadas, as taxas de gravidez na adolescência ainda são altas e marcadas por forte desigualdades regionais, de raça e de renda. Na região Norte, um a cada 5 bebês nascem de mãe adolescente, conforme o DataSUS. Sete em 10 meninas grávidas ou com filhos são negras e 6 em cada 10 não trabalham e não estudam, segundo censo sobre extremos reprodutivos realizado pelo IBGE. “A gravidez na adolescência está associada a maiores riscos de desfechos negativos para a mãe e o bebê, além de contribuir para a transmissão geracional da pobreza, ao interromper o ciclo de estudos das jovens mães e dificultar a inserção no mercado de trabalho. Estudos controlados e a experiência empírica demonstram a maior segurança e eficácia de métodos contraceptivos de longa duração, como o Dispositivo Intrauterino (DIU) e o Implanon, inclusive para adolescentes”, afirma o conselheiro federal Renée Costa, coordenador da Câmara Técnica de Enfermagem em Saúde da Mulher do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).
Mais Em Foco
- 25 SetSTF impede que estados cancelem benefícios do ICMS de forma unilateralLEIA MAIS
22 SetBuscas por helicóptero de Rick e empresário avançam por novas rotas em SCLEIA MAIS
10 SetFuncionários da Caixa entram em greve nacional por impasse no plano de saúdeLEIA MAIS
09 SetInvestigação Revela Trituração de Pintinhos Vivos em Granjas do Sul do BrasilLEIA MAIS
06 SetFoguete brasileiro VS-30 V16 levará plataforma de microgravidade a 100 km de altitude em missão de teste de recuperaçãoLEIA MAIS- 03 SetLula sanciona lei que pode reduzir até R$ 16 bilhões das áreas de saúde e educaçãoLEIA MAIS
03 SetCNH para Idosos: Prazos de Validade e Como RenovarLEIA MAIS
28 AgoTransmissão ao vivo do lançamento do telescópio Nancy Grace Roman em Balneário CamboriúLEIA MAIS
28 AgoDona da Betnacional é alvo da Operação Jogo de Sombras por suspeita de sonegação e lavagem de dinheiroLEIA MAIS




