Mulher é presa suspeita de matar pai com feijoada envenenada
Em Foco
10/10/2025 - 12:27:00 | 3 minutos de leitura

Uma estudante de direito identificada como Michele Paiva da Silva, de 42 anos, foi presa na última terça-feira na porta da faculdade em Engenho Novo, na Zona Norte do Rio de Janeiro, sob suspeita envolvimento na morte do próprio pai, que foi a óbito após comer uma feijoada envenenada em abril deste ano. De acordo com as investigações, ela e uma amiga chamada Ana Paula Veloso – que também está presa – teriam sido as responsáveis por tirar a vida de Neil Corrêa da Silva, de 65 anos. Segundo informações repassadas pelas autoridades ao portal G1, Michele tinha uma relação conturbada com o pai. A polícia encontrou trocas de mensagens entre ela e a amiga sobre formas de envenenar Neil. Além disso, Michele teria arcado financeiramente com a vinda de Ana Paula de Guarulhos para o Rio a fim de executar o plano. De acordo com as apurações, Neil estava junto de Michele e Ana em sua residência em Duque de Caxias quando passou mal, logo após comer a feijoada. O aposentado tinha dificuldade de mastigar os alimentos e precisava que a comida fosse batida no liquidificador. A polícia acredita que as suspeitas adicionaram veneno à mistura. A polícia considera que Ana Paula seja uma “serial killer” e “psicopata”. Ela é suspeita de assassinar outras três pessoas, além de Neil. A mulher ainda teria matado 10 cachorros com chumbinho para testar a quantidade de veneno necessária e o tempo de ação. Ana Paula já estava presa desde julho, denunciada por homicídio. A polícia encontrou terbufós na residência da suspeita. – Ela confessa que chegou a matar 10 cachorros com esse veneno testando o método, o tempo. Ela sabia exatamente quanto tempo, a dosagem, o que ia acontecer com as pessoas que consumiam aquilo que era oferecido por ela – explicou o delegado que investiga o caso, Halisson Ideiao. Além disso, as autoridades ainda apuram a participação de uma terceira pessoa na morte de Neil: a irmã gêmea de Ana Paula, Roberta. Segundo as autoridades, ela teria participado “ativamente da morte do Neil também, dando auxílio moral e material”. Ao jornal O Globo, o delegado Renato Martins, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), informou que passou a investigar a morte do aposentado após uma denúncia feita por uma testemunha. Neil morreu no Hospital Adão Pereira Nunes, na Baixada Fluminense, horas depois de comer a feijoada. À época, o laudo da morte apontou insuficiência respiratória aguda, cetoacidose diabética, parada cardiorrespiratória e crise convulsiva como causa da morte. Na quinta-feira (9), o corpo foi exumado no Cemitério Memorial do Rio, em Cordovil, para confirmar se houve envenenamento.
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