Namorado de Sandy é investigado por golpe de R$ 2 milhões
Em Foco
09/04/2025 - 12:29:00 | 3 minutos de leitura

O médico Pedro Gomes de Andrade, namorado da cantora e compositora Sandy, foi proibido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo de emitir e/ou fracionar notas fiscais de pacientes beneficiários de planos de saúde. Se ele descumprir a medida, poderá ser multado em R$ 5 mil para cada nota emitida, até o limite de R$ 200 mil. Andrade está sendo investigado por estelionato, suspeito de aplicar um golpe de quase R$ 2 milhões contra o convênio SulAmérica (entenda abaixo). O inquérito policial foi instaurado em novembro do ano passado e está em andamento. O médico é dono de uma clínica que diz ser especializada em "medicina de precisão", uma abordagem que estuda a genética de pacientes para tratar a saúde física, mental e emocional. Localizada no Jardim Paulista, área nobre da zona oeste de São Paulo, a clínica já recebeu famosos como o escritor Walcyr Carrasco, Francisco Gil, filho da cantora Preta Gil, entre outros. A suposta fraude foi descoberta pelo convênio durante uma auditoria interna em outubro do ano passado. A proibição da Justiça de emissão de novas notas ocorreu no mês seguinte, novembro, mas o caso ganhou repercussão apenas agora. De acordo com os documentos, pacientes agendavam consultas com o médico, que cobrava entre R$ 3.500 e R$ 4.500. Antes que a pessoa recebesse o atendimento na clínica, ela já recebia uma guia de exames com assinaturas – que seriam falsas – em nome de Pedro Andrade. Feita a primeira consulta, a clínica oferecia ao paciente um acompanhamento especial intitulado "Projeto Eu", no qual a pessoa realiza exames genéticos, recebe vitaminas e medicamentos – que não possuem cobertura do plano de saúde –, com valores passam dos R$ 10 mil. Uma simulação realizada pela SulAmérica ficou em R$ 21.700. Para custear o tratamento, o paciente concordava em agendar falsas consultas com o médico, medicamentos e exames comuns, enquanto recebia o tratamento especial. Segundo a denúncia, entre janeiro de 2022 e outubro de 2024, 539 notas fiscais de beneficiários teriam sido fraudadas. Dados da Secretaria Municipal da Fazenda apontam que o consultório já emitiu mais de 54 mil documentos fiscais. De acordo com o levantamento da SulAmérica, 80% do faturamento da clínica com o convênio eram de consultas, seguido de cobrança de medicamentos e exames de bioimpedância (análise da composição corporal). Para fraudar o "reembolso", as notas fiscais eram emitidas com valores picotados. Por exemplo, um atendimento total de R$ 5 mil seria reembolsado pelo convênio em 20 notas fiscais de R$ 250. Segundo a denúncia, houve ao menos 14 reembolsos, entre 5 e 13 de julho de 2023, em que o convênio pagou pela sessão com o médico, mas ele nem estava no Brasil.
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