Nos EUA, senador diz que “erros do governo no Brics pesaram”
Geral
30/07/2025 - 12:30:00 | 3 minutos de leitura

O senador Carlos Viana (Podemos-MG) falou com exclusividade ao Pleno.News sobre a missão oficial em Washington, nos Estados Unidos. Ele integra a comitiva formada por oito senadores que tentam evitar que as tarifas de 50% impostas pelo governo norte-americano a produtos brasileiros entrem em vigor no dia 1º de agosto. Além de Viana, participam da viagem os senadores Tereza Cristina (PP-MS), Marcos Pontes (PL-SP), Jaques Wagner (PT-BA), Nelsinho Trad (PSD-MS), Rogério Carvalho (PT-SE), Esperidião Amim (PP-SC) e Fernando Farias (MDB-AL). A agenda inclui encontros com parlamentares democratas e republicanos, empresários e representantes de órgãos internacionais. Segundo o Senador Carlos Viana, recepção por parte dos parlamentares americanos tem sido muito boa. Eles entendem a situação e boa parte, inclusive, discorda do Partido Republicano. Nós temos a informação de que os republicanos estão divididos, porque o Brasil é um dos três países do mundo em que os Estados Unidos têm superavit. Ou seja, eles têm lucro com a nossa negociação. Não há sentido nenhum em tarifar um país onde os EUA têm mais vantagem. Os parlamentares aceitaram assinar um manifesto que nós estamos preparando, pedindo o adiamento e a abertura de diálogo entre Brasil e EUA. A embaixadora faz o papel dela representando o governo. O governo brasileiro deixou as coisas para última hora, essa é a grande verdade. Eu tenho dito aqui que nós estamos enfrentando um iceberg, porque a parte visível do que nós estamos enfrentando é esse tarifaço. Mas, no fundo, nós temos erros seguidos do governo brasileiro, especialmente em relação ao Brics. O Brics está no centro de toda a discussão americana. Enquanto era apenas um bloco comercial comum, os EUA não se manifestavam. Mas agora o Brics fala em satélite com a China, em submarinos, em trocar o dólar por outra moeda, e isso mexeu com um dos pilares dos EUA: ganhar dinheiro. Eles sabem da força que têm. Portanto, sobre a carta, o governo diz que foi pego de surpresa, mas no fundo já se esperava isso há muito tempo. Quando eles anunciaram os 10%, o Brasil já deveria ter se movimentado com muito mais rapidez, o que não aconteceu. Durante o encontro na Câmara Brasil-Estados Unidos de Comércio, ficou claro que as grandes corporações americanas que têm negócios no Brasil concordam em pressionar o governo norte-americano por uma nova negociação. Isso é muito importante para nós. Já que a diplomacia brasileira está isolada e não é mais ouvida nem respondida, o setor privado pode trazer mais força, principalmente na abertura de diálogos e novas negociações.
Mais Geral
- 12 MaiCorpo de Bombeiros confirma morte e três feridos após explosão destruir casas em São PauloLEIA MAIS
12 MaiFederação Brasil da Esperança aciona STF contra "Lei da Dosimetria" e contesta critérios de penasLEIA MAIS- 09 MaiYpê obtém efeito suspensivo contra veto da Anvisa; Agência mantém alerta de riscoLEIA MAIS
- 01 MaiCade investiga cartel de RH: Multinacionais sob suspeita de manipular salários e benefíciosLEIA MAIS
30 AbrImpério de ex-bailarina bilionária em SC entra em colapso: Kalshi sai do ar e deixa clientes sem reembolsoLEIA MAIS- 29 AbrCade Instala Inquérito Administrativo contra Latam e Gol por Suspeita de Cartel e Alinhamento de PreçosLEIA MAIS
27 AbrOnda de Frio Intenso: Massa de Ar Polar Coloca Sul do Brasil em Alerta Máximo para Geada AmplaLEIA MAIS- 25 AbrJustiça suspende show de Alok em Teresina por suspeita de irregularidade com verba públicaLEIA MAIS
24 AbrOperação em SC desarticula imobiliária clandestina suspeita de aplicar golpes com propaganda enganosaLEIA MAIS







