Novo ciclone extratropical pode se formar na costa do Brasil com chuva de até 200 mm

Inmet alerta para instabilidade no Sul e Sudeste, com acumulados expressivos de chuva e formação de frente fria no Atlântico a partir de quinta-feira.

Alerta

14/10/2026 - 06:19:00 | 2 minutos de leitura

Novo ciclone extratropical pode se formar na costa do Brasil com chuva de até 200 mm


A formação de um novo ciclone extratropical no Oceano Atlântico está no radar do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para esta semana. O sistema de baixa pressão, que começa a se intensificar na quarta-feira (14), deve favorecer a formação do fenômeno a partir de quinta-feira (15), trazendo instabilidade e grandes volumes de precipitação para partes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.


De acordo com as análises do modelo numérico de previsão do tempo COSMO do Inmet, a possibilidade de formação do ciclone ainda é tratada como uma tendência em monitoramento, e não como um evento totalmente consolidado. Contudo, a presença de uma frente fria associada atuando na costa do Rio de Janeiro e a intensificação de um cavado — uma região alongada de baixa pressão atmosférica — garantem a manutenção de fortes instabilidades, especialmente na faixa leste do Sul e Sudeste entre os dias 13 e 20 de outubro.

Os maiores acumulados de chuva devem se concentrar entre o Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro:

  • Paraná: É a região onde são esperados os maiores volumes pontuais, podendo alcançar até 200 mm de chuva acumulada, especialmente no centro-norte do estado.

  • São Paulo e Rio de Janeiro: O litoral sul paulista e o estado fluminense podem ultrapassar marcas de 100 mm ao longo do período.

  • Espírito Santo e Minas Gerais: O norte capixaba e áreas mineiras têm previsão de acumulados na casa dos 80 mm.

  • Santa Catarina: O volume deve variar entre 40 mm e 60 mm na faixa litorânea e no centro do estado.

  • Rio Grande do Sul: O litoral gaúcho pode registrar acumulados próximos a 40 mm.

As autoridades de defesa civil e o Inmet orientam a população das áreas afetadas a acompanhar os boletins diários de atualização, uma vez que volumes acima de 100 mm trazem risco elevado de alagamentos, desmoronamentos e enxurradas em áreas vulneráveis.


Foto: Meteored Brasil/Divulgação