Número de mortes por influenza em SC dobram em 2025 e casos acendem alerta para vacinação

Em Foco

29/10/2025 - 12:49:00 | 2 minutos de leitura

Número de mortes por influenza em SC dobram em 2025 e casos acendem alerta para vacinação

Santa Catarina mais do que dobrou o número de mortes por influenza em 2025 em comparação com o ano inteiro de 2024. Segundo o painel do Centro de Informações Estratégicas, da Secretaria da Saúde (SES), entre janeiro e 23 de outubro deste ano foram registrados 261 óbitos pela doença. Em 12 meses do ano anterior, o número foi de 129. Além do número de mortes, os casos confirmados de influenza também aumentaram, passando de 1.689 em 2024 para 2.005 até o dia 23 de outubro de 2025. Já o de hospitalizados em Unidade Intensiva de Tratamento (UTI) passou de 359 no ano passado inteiro para 492 até outubro de 2025. A taxa de mortalidade pela doença saiu de 1,70% para 3,43%. A maioria das vítimas da doença em Santa Catarina é mulher entre 60 e 69 anos. Do total, 119 pessoas mortas tinham doenças cardiológicas como fator de risco e outras 88 tinham comorbidade para doença respiratória. João Fuck, diretor da Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC), explica que o cenário está associado a uma circulação maior do vírus da influenza nessa temporada e a baixa cobertura vacinal nos grupos prioritários. Em junho deste ano, a SES publicou uma nota para alertar o aumento de casos em Santa Catarina. O órgão reforçava aos serviços de saúde e a população “sobre a importância da vacinação contra a Influenza, bem como o reforço das medidas não farmacológicas de prevenção, assim como o diagnóstico precoce e o tratamento oportuno”. A vacina contra a Influenza está disponível para toda a população como a principal forma de prevenir episódios graves e mortes. Assim, os grupos prioritários devem ser incentivados a manter suas carteiras de vacinação atualizadas, seguindo as orientações sobre as doses e os intervalos recomendados. É essencial que as crianças menores de 5 e as pessoas com mais de 60 anos, recebam a vacina o quanto antes, considerando a vulnerabilidade observada destes grupos no agravamento da doença.