O que se sabe sobre caso da bebê que se mexeu durante velório em SC
Segurança
21/10/2024 - 12:34:00 | 3 minutos de leitura

Uma família se assustou na noite do sábado (19) durante o velório de uma bebê de oito meses, identificada como Kiara Crislayne de Moura dos Santos, ao perceber que ela se mexia e respirava enquanto era velada, em Correia Pinto, na Serra Catarinense. A prefeitura informou que após ser encaminhada ao hospital e reavaliada, a morte foi confirmada pela segunda vez no mesmo dia. O caso ganhou grande repercussão e levou o Ministério Público de Santa Catarina a pedir a apuração das circunstâncias da morte A bebê deu entrada no hospital por volta das 3h de sábado, e uma equipe plantonista constatou o óbito após apresentar quadro de virose. Mais tarde e no mesmo dia, durante o velório, os familiares notaram sinais de respiração e tiveram a sensação de que a menina mexia os braços e as mãos dentro do caixão. Um farmacêutico realizou uma avaliação no local e identificou que a criança apresentava saturação e batimentos cardíacos fracos. Os bombeiros foram chamados e realizaram uma série de procedimentos para confirmar o estado de saúde da bebê. Um estetoscópio detectou batimentos cardíacos fracos. No entanto, outros sinais, como pupilas contraídas e não reagentes, além de edemas no pescoço e nas orelhas, indicavam um quadro mais complexo. A menina foi transportada para o hospital, e a equipe médica do hospital avaliou novamente a criança, confirmando o óbito pela segunda vez. O corpo foi recolhido pelo IGP e será submetido a autópsia para determinar a causa exata da morte, com o laudo sendo entregue à Polícia Civil em até 30 dias, conforme informações do hospital. “A Diretoria Geral da Fundação Hospitalar Faustino Riscarolli prontamente acionou o Instituto Geral de Perícias (IGP), que realizará a análise e emitirá o laudo conclusivo no prazo de aproximadamente 30 dias”, explicou a prefeitura de Correia Pinto sobre o caso, em nota. A prefeitura da cidade alertou no texto que, “em nenhuma circunstância, qualquer profissional pode emitir atestados ou declarações sem a devida constatação das condições do paciente”. O pai relatou que a criança passou mal na noite de quinta-feira (17) e foi levada ao hospital. O médico teria diagnosticado uma virose, aplicado soro, receitado medicamentos e liberado a paciente. A criança voltou a passar mal na madrugada de sexta-feira, foi novamente levada ao hospital e o mesmo médico teria atestado o óbito por volta das 3 horas da manhã. As informações contidas na declaração de óbito seriam divergentes das repassadas à família. O médico teria informado que a causa da morte seria asfixia por vômito, mas, na declaração de óbito, constava desidratação e infecção intestinal bacteriana.
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