ONG brasileira denuncia Telegram à ANPD por falha no combate ao abuso sexual infantil
SaferNet aponta mais de mil links com indícios de crimes sexuais contra menores no Telegram e pede intervenção da ANPD
15/08/2026 - 02:13:00 | 2 minutos de leitura

A SaferNet Brasil protocolou uma representação junto à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) exigindo a fiscalização urgente do Telegram por falhas sistêmicas na moderação de conteúdos ilícitos. A ação baseia-se em um levantamento de quase 15 mil denúncias recebidas entre 2017 e 2026, culminando no mapeamento recente de 1.093 endereços ativos na plataforma com fortes indícios de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de 22 links vinculados à incitação ao suicídio e automutilação.
Segundo a organização, a arquitetura técnica, os sistemas de monetização e a fraca moderação do Telegram transformaram o aplicativo em uma infraestrutura que viabiliza a distribuição industrial de violência sexual infantil. O relatório destaca o uso crescente de inteligência artificial na plataforma para a criação de robôs de "nudificação" (deepfake), operados por meio de pagamentos em criptomoedas e Telegram Stars — a moeda própria da rede, que garante comissões financeiras à empresa sobre as transações.
A denúncia ocorre sob o amparo do ECA Digital, legislação em vigor desde março de 2026 que impõe às plataformas a responsabilidade legal de prevenir riscos, remover material criminoso e reportar os casos às autoridades. O movimento da SaferNet pressiona a ANPD a adotar medidas rigorosas contra o Telegram, em um momento de forte cerco regulatório às Big Techs, exemplificado pela recente decisão do órgão que determinou a suspensão imediata das transmissões ao vivo no aplicativo Discord após episódios de violência e falhas de proteção a menores.
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A SaferNet Brasil protocolou uma representação junto à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) exigindo a fiscalização urgente do Telegram por falhas sistêmicas na moderação de conteúdos ilícitos. A ação baseia-se em um levantamento de quase 15 mil denúncias recebidas entre 2017 e 2026, culminando no mapeamento recente de 1.093 endereços ativos na plataforma com fortes indícios de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de 22 links vinculados à incitação ao suicídio e automutilação.
Segundo a organização, a arquitetura técnica, os sistemas de monetização e a fraca moderação do Telegram transformaram o aplicativo em uma infraestrutura que viabiliza a distribuição industrial de violência sexual infantil. O relatório destaca o uso crescente de inteligência artificial na plataforma para a criação de robôs de "nudificação" (deepfake), operados por meio de pagamentos em criptomoedas e Telegram Stars — a moeda própria da rede, que garante comissões financeiras à empresa sobre as transações.
A denúncia ocorre sob o amparo do ECA Digital, legislação em vigor desde março de 2026 que impõe às plataformas a responsabilidade legal de prevenir riscos, remover material criminoso e reportar os casos às autoridades. O movimento da SaferNet pressiona a ANPD a adotar medidas rigorosas contra o Telegram, em um momento de forte cerco regulatório às Big Techs, exemplificado pela recente decisão do órgão que determinou a suspensão imediata das transmissões ao vivo no aplicativo Discord após episódios de violência e falhas de proteção a menores.
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