Operação Mariposa III investiga armazenamento de material de abuso sexual infantil no Sul de SC

Ação do CyberGaeco cumpre mandado de busca e apreensão em Turvo para apurar download e guarda de arquivos com conteúdo de exploração infantojuvenil.

Segurança

16/10/2026 - 09:50:00 | 2 minutos de leitura

Operação Mariposa III investiga armazenamento de material de abuso sexual infantil no Sul de SC


O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (16), a Operação Mariposa III no município de Turvo, localizado no Sul catarinense. A ofensiva tem como objetivo apurar a suspeita de armazenamento de arquivos digitais contendo material de abuso e exploração sexual infantojuvenil.

A ação foi executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), por meio do seu braço especializado em crimes cibernéticos, o CyberGaeco, em apoio à 2ª Promotoria de Justiça da comarca de Turvo.


Indícios e cumprimento de mandado


De acordo com as investigações preliminares do MPSC, foram identificados indícios de que um morador de Turvo teria efetuado o download e o armazenamento de, pelo menos, oito arquivos com conteúdo de abuso sexual de crianças e adolescentes.

Com base nos elementos de prova coletados até o momento, a Promotoria de Justiça solicitou do Poder Judiciário um mandado de busca e apreensão, que foi devidamente cumprido durante as diligências desta manhã.


Perícia técnica e desdobramentos


Os dispositivos eletrônicos e computacionais apreendidos na residência do alvo serão encaminhados para a Polícia Científica de Santa Catarina, onde passarão por exames periciais detalhados. A análise pericial visa extrair e consolidar provas digitais para confirmar a autoria e avançar na identificação de todos os possíveis envolvidos na prática criminosa.


Cooperação Internacional


A Operação Mariposa integra uma grande rede e iniciativa internacional voltada ao combate ao abuso e à exploração sexual infantojuvenil no ambiente cibernético. A ação conta com a atuação articulada e conjunta de diversas instituições de segurança e justiça de países da América Latina.

O Ministério Público ressaltou que a investigação tramita sob segredo de justiça. Novos detalhes sobre o caso só poderão ser tornados públicos à medida que o andamento dos autos e os procedimentos legais permitirem a publicidade dos dados.


Foto: Divulgação/MPSC