Operação mira facções criminosas com prisões e apreensões no Norte de SC

Em Foco

18/12/2025 - 12:23:00 | 2 minutos de leitura

Operação mira facções criminosas com prisões e apreensões no Norte de SC

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) deflagrou na manhã da quarta-feira (17) a Operação Artérias, com foco em desarticular uma facção criminosa com atuação no Norte de Santa Catarina. A ofensiva foi realizada com apoio da 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão, todos expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. As ações ocorreram simultaneamente nos municípios de Joinville, Jaraguá do Sul, Schroeder e São Francisco do Sul. Durante a operação, duas pessoas foram presas em flagrante — uma por posse ilegal de arma de fogo e outra por posse de drogas e munições. Também houve apreensões de veículos ligados a atividades ilícitas e bloqueio de bens, com indícios de lavagem de dinheiro. A investigação revelou um esquema logístico de armazenamento e distribuição de entorpecentes, além do uso de “laranjas” para ocultação de patrimônio obtido por meio do crime. A Operação Artérias mobilizou 109 agentes de diferentes forças de segurança: 42 do GAECO; 40 Policiais Militares; 11 Policiais Penais; 10 Policiais Civis; 5 Bombeiros Militares; 2 membros do MPSC. A ação contou ainda com suporte aéreo do helicóptero Águia, do Batalhão de Aviação da PM, e apoio do Corpo de Bombeiros Militar, garantindo a segurança das diligências. Todos os materiais apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica, que fará a análise pericial. O objetivo é identificar outros envolvidos e aprofundar as investigações da rede criminosa. A operação segue sob sigilo judicial, e novas informações poderão ser divulgadas com o avanço do processo investigativo. O nome da operação faz referência à lenda de Artérias, filha cega de um carcereiro que teria recuperado a visão após contato com um religioso preso. A escolha simboliza a colaboração de um detento, que “trouxe luz” à estrutura da organização, revelando a complexidade do esquema criminoso investigado.