Órgão do governo pede explicações de empresa do criador do ChatGPT sobre escaneamento de íris dos brasileiros

Em Foco

14/11/2024 - 12:18:00 | 2 minutos de leitura

Órgão do governo pede explicações de empresa do criador do ChatGPT sobre escaneamento de íris dos brasileiros

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu um processo de fiscalização contra a World, que iniciou na quarta-feira (13) o escaneamento de íris de brasileiros interessados. A organização tem feito a coleta de íris em dez pontos da cidade de São Paulo. O registro é gratuito e oferece como incentivo 25 tokens da Worldcoin, uma moeda digital que, na cotação atual, dá cerca de R$ 330.A Word já atua em países como Estados Unidos, México, Espanha, Portugal e Alemanha. O lançamento oficial no Brasil aconteceu ontem. A ANPD, que é vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, afirmou que busca mais informações sobre o funcionamento do projeto no país e irá verificar se a empresa está em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Na tarde da terça-feira (12), a equipe de fiscalização da ANPD se reuniu com representantes da World para esclarecer dúvidas sobre o projeto e entregar o documento que formaliza o pedido de explicações adicionais. A World afirmou que está à disposição das autoridades reguladoras dos países em que atua para esclarecer seu projeto. A empresa também disse que busca cumprir todas as leis e regulamentações relacionadas ao processamento de dados pessoais nos mercados onde opera. Empresa quer escanear a íris de toda a população mundial para coletar dados. A World é uma organização criada por Sam Altman, CEO da OpenAI, dona do ChatGPT. Além de Altman, o empresário Alex Blania também participa da iniciativa. Ambos são fundadores da Tools for Humanity, empresa responsável pela operação da World. O projeto que escaneia a íris tem como objetivo auxiliar na distinção entre humanos e robôs criados por inteligência artificial (IA). Entre os potenciais usos da inovação está a prevenção de perfis falsos em sites e redes sociais, por exemplo. Segundo a World, essa tecnologia ainda pode substituir o Captcha, uma ferramenta de segurança usada por vários sites para certificar que quem está acessando é um humano e não um robô.