Padrasto pesquisou enforcamento de criança em aplicativo de inteligência artificial no dia do crime

Em Foco

30/08/2025 - 11:28:00 | 2 minutos de leitura

Padrasto pesquisou enforcamento de criança em aplicativo de inteligência artificial no dia do crime

A investigação da Polícia Civil aponta que o padrasto pesquisou enforcamento de criança em um aplicativo de inteligência artificial no mesmo dia em que o menino de quatro anos morreu em Florianópolis. Ele, de 23 anos, e a mãe da criança, de 24, foram indiciados por homicídio qualificado — por meio cruel e contra menor de 14 anos. No celular do padrasto, os agentes localizaram a pergunta: “O que acontece se ficar enforcando muito uma criança?”. O aplicativo respondeu que a prática é extremamente perigosa e “nunca deve ser feita”, descrevendo possíveis efeitos no corpo. O documento pericial concluiu que a causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de traumatismo abdominal por instrumento contundente. Para a polícia, os elementos reunidos indicam que a criança sofria maus-tratos, com agressões do padrasto e ciência da mãe. Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado à 36ª Promotoria da Capital, onde o promotor André Otávio Vieira de Mello avaliará se oferece denúncia, solicita novas diligências ou arquiva. Relembre o caso - O menino foi levado ao Multi Hospital, no Sul da Ilha, em parada cardiorrespiratória e com múltiplas lesões (marcas no abdômen, costas e mordida na bochecha). Vizinhos relataram que o padrasto buscou ajuda com uma moradora enfermeira para o transporte até a unidade. O casal foi preso em flagrante; a mãe foi solta em audiência de custódia por estar grávida. O padrasto permanece preso.