Pais de estudante de medicina morto por PM em SP denunciam caso à ONU
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19/06/2025 - 11:35:00 | 3 minutos de leitura

Os pais do estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta, que foi morto por policiais militares (PMs) de São Paulo em novembro do ano passado, pretendem apelar à Organização das Nações Unidas (ONU) para que o governo paulista seja responsabilizado pela morte do filho. O pedido será apresentado à ONU nesta quinta-feira (19). A denúncia será feita em conjunto com a organização não governamental (ONG) Conectas Direitos Humanos. Julio Cesar Acosta Navarro e Silvia Mônica Cardenas Prado, pais do estudante, vão apresentar o apelo durante a 59ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, que está sendo realizada em Genebra, na Suíça. Na denúncia, além da responsabilização dos policiais envolvidos, a família e a Conectas pedem que a ONU recomende ao Estado brasileiro uma série de medidas para diminuir a letalidade policial e dar a devida assistência às vítimas e seus familiares. Em entrevista hoje, o pai do estudante, o médico Julio Cesar Acosta Navarro, informou que levará uma série de fotos e documentos para mostrar que seu filho foi vítima de diversos crimes que vão do assassinato à omissão de socorro, passando pela xenofobia [o pai é de origem peruana] e o racismo. “Este caso é uma situação de xenofobia, de racismo, de maldade e de princípios inculcados de violência sobre as pessoas que aparentemente são pobres”, disse Acosta Navarro. “Ele [Marco Aurélio] foi escolhido por uma questão de racismo, de discriminação social e de parecer pobre, apesar de estar em um bairro de classe média, como é a Vila Mariana. Ele parecia pobre porque estava sem camisa e de chinelo – essa era a personalidade dele, mas não era uma pessoa pobre”, afirmou o médico, que já está em Milão, a caminho de Genebra. Segundo Acosta Navarro, seu testemunho sobre a violência que atingiu sua família é o mais importante a ser apresentado à ONU. “Para começar, eu tenho um testemunho vivo de como os policiais me negam essa chance [de Justiça], de como os policiais mentem na minha cara, de como os policiais criaram uma falsa imagem do meu filho, de como os policiais me intimidam portando armas”, enfatizou. Marco Aurélio tinha 22 anos à época e foi morto com um tiro à queima-roupa, por volta das 2h50 do dia 20 de novembro de 2024, na escadaria de um hotel localizado na Rua Cubatão, na região da Vila Mariana, zona sul de São Paulo. O tiro partiu de um policial que participava da abordagem ao estudante. A ação foi registrada por câmeras de segurança do hotel.
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