Países relatam temor por estrutura e cogitam até desistir da COP-30
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26/05/2025 - 12:02:00 | 3 minutos de leitura

A menos de seis meses da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), prevista para ocorrer de 10 a 21 de novembro de 2025 em Belém, Pará, aumentam as preocupações internacionais quanto à capacidade da cidade em sediar um evento dessa magnitude. Com base na Lei de Acesso à Informação, o jornal Estado de S. Paulo teve acesso aos telegramas de países que manifestaram temores com a infraestrutura, principalmente, falta de hospedagem ou preços abusivos. Segundo ainda o jornal paulista, representantes de países como China, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca e Noruega manifestaram, de forma reservada, preocupação com a infraestrutura de Belém (PA) para sediar a COP30. Há a possibilidade de algumas delegações desistirem de participar do evento devido a dificuldades logísticas, especialmente relacionadas à hospedagem. As informações constam de telegramas diplomáticos trocados entre o Itamaraty e embaixadas brasileiras no exterior entre janeiro e abril deste ano, obtidos via Lei de Acesso à Informação. O governo federal e o governo do Pará afirmam estar atuando em parceria para ampliar a capacidade de hospedagem e mitigar os riscos. Entre as ações previstas estão o incentivo à reforma de hotéis, a adaptação de escolas para alojamento temporário e o uso de navios como hospedagem flutuante. Uma imagem aérea anexada à reportagem mostra as grandes obras em andamento na cidade, que busca se adequar à responsabilidade de sediar uma das mais importantes conferências ambientais do mundo. Belém enfrenta desafios significativos em sua infraestrutura urbana. Obras viárias, como a construção da Avenida Liberdade, têm sido alvo de críticas devido a impactos ambientais e atrasos. Além disso, a cidade lida com problemas crônicos de saneamento básico e mobilidade urbana, que podem comprometer a experiência dos participantes da conferência. A capacidade hoteleira de Belém é limitada, e a alta demanda por acomodações durante a COP-30 resultou em preços exorbitantes. Relatos indicam que diárias em plataformas como Airbnb e Booking.com ultrapassam valores razoáveis, tornando a participação no evento financeiramente inviável para muitas delegações e membros da sociedade civil. Em resposta às críticas, o governo brasileiro anunciou medidas para mitigar os problemas, incluindo a construção de novas vias, melhorias no transporte público e a ampliação da capacidade de hospedagem por meio de navios de cruzeiro e adaptações de escolas e instalações militares. No entanto, especialistas alertam que o tempo restante até a conferência pode ser insuficiente para a conclusão de todas as obras planejadas.
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