Patroa matou babá brasileira em Portugal com golpe na cabeça diz MP
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06/01/2026 - 11:06:00 | 2 minutos de leitura

O Ministério Público de Portugal informou na segunda-feira (5) que a brasileira Lucinete Freitas, encontrada morta nos arredores de Lisboa, foi assassinada pela própria patroa. Segundo a acusação, a vítima foi morta com golpes na cabeça utilizando um bloco de cimento, em um crime ocorrido no início de dezembro. Lucinete, natural de Aracoiaba, no interior do Ceará, morava em Portugal havia cerca de sete meses e trabalhava como babá do filho da suspeita, que também é brasileira e foi presa no dia 18 de dezembro. De acordo com o Ministério Público, no dia 5 de dezembro a patroa levou Lucinete até um local ermo nos arredores de Lisboa, onde a agrediu violentamente na cabeça, causando a morte. Após o crime, a mulher teria jogado entulho sobre o corpo para ocultá-lo. A acusação aponta ainda que, após o assassinato, a suspeita se apoderou do celular da vítima e passou a enviar mensagens fingindo ser Lucinete. Em uma delas, informou a familiares e conhecidos que estaria viajando ao Algarve com uma amiga, numa tentativa de afastar suspeitas sobre o desaparecimento. Segundo o Ministério Público português, a relação entre patroa e babá era conflituosa. A suspeita foi formalmente acusada pelos crimes de homicídio qualificado, profanação de cadáver, detenção de arma proibida e falsidade informática. No Brasil, os crimes correspondem a homicídio qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma e falsidade ideológica. O corpo de Lucinete foi localizado em uma área de mata na região metropolitana de Lisboa após dias de buscas. O último contato feito a partir do celular de Lucinete ocorreu no início de dezembro. O marido da vítima, Teodoro Júnior, que vive em Fortaleza, relatou que perdeu contato com a esposa após o dia 5. Segundo ele, Lucinete havia planejado visitar um apartamento no dia 6 de dezembro, que seria alugado para a família, já que o marido e o filho, de 14 anos, pretendiam se mudar para Portugal em 2026. A visita não ocorreu, o que aumentou a preocupação da família. Teodoro afirmou que recebeu mensagens visualizadas, mas não respondidas, e que ligações não foram atendidas. Ele também disse desconhecer a suposta amiga mencionada nas mensagens enviadas após a morte da esposa. O caso segue em investigação pela Justiça portuguesa.
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