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Pesquisa associa maior quantidade de microplásticos nos pulmões a pacientes com câncer
 

Pesquisa associa maior quantidade de microplásticos nos pulmões a pacientes com câncer

Estudo grego detecta microplásticos em 70% das amostras pulmonares analisadas e revela maior concentração das partículas em pacientes diagnosticados com câncer de pulmão.

Saúde

07/09/2026 - 09:43:00 | 2 minutos de leitura

Pesquisa associa maior quantidade de microplásticos nos pulmões a pacientes com câncer

 Um estudo inédito que será apresentado no Congresso da Sociedade Respiratória Europeia, na Espanha, revelou que pacientes com câncer de pulmão apresentam uma presença significativamente maior e mais concentrada de microplásticos no sistema respiratório.


. A pesquisa acompanhou 100 indivíduos submetidos a exames para investigação de sintomas pulmonares em um hospital na Grécia, dos quais 50 receberam o diagnóstico de neoplasia pulmonar após os testes.


A identificação dos materiais ocorreu por meio de broncoscopia — procedimento que possibilita a visualização interna dos pulmões e a coleta de tecidos e secreções — além do exame histológico de fragmentos pulmonares. No total, os pesquisadores catalogaram 232 partículas de microplásticos, com ampla predominância de polipropileno e polietileno, polímeros sintéticos amplamente empregados na fabricação de embalagens plásticas, têxteis e bens de consumo diário. A análise mapeou ainda uma distribuição heterogênea dessas partículas, variando em concentração entre as vias aéreas superiores e o tecido pulmonar profundo.


Apesar da correlação estatística, os autores enfatizam que a pesquisa não estabelece uma relação de causalidade direta. No momento, não é possível confirmar se o acúmulo de polímeros induz o surgimento de tumores ou se tecidos pulmonares previamente lesionados possuem menor capacidade de depuração, retendo mais partículas inaladas.


 O pesquisador Ilias Dimeas reforça que o foco atual é compreender os locais exatos de depósito e o potencial patogênico dos microplásticos, motivando novos experimentos focados na interação celular com diferentes plásticos e no impacto em doenças respiratórias crônicas.


Foto: Robina Weermeijer/Unsplash