Pesquisa da UFSC aponta microplásticos em peixes da costa catarinense

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17/06/2025 - 12:14:00 | 2 minutos de leitura

Pesquisa da UFSC aponta microplásticos em peixes da costa catarinense

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) identificaram a presença de microplásticos em organismos marinhos da costa catarinense. Além disso, a análise revelou que 49% dos peixes capturados em Garopaba e ostras cultivadas nas baías Norte e Sul de Florianópolis apresentavam resíduos plásticos microscópicos. Esses contaminantes seguem pelos rios até o Oceano Atlântico, onde se acumulam e afetam a fauna marinha. O alerta foi apresentado pelo engenheiro Igor Marcon Belli, do Laboratório de Pesquisas em Resíduos Sólidos (Lareso/UFSC). E aconteceu durante uma palestra sobre poluição marinha realizada na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, promovida pela Coordenadoria de Sustentabilidade e Acessibilidade. Entre os rios que contribuem com o transporte de microplásticos estão o Itajaí e o Tubarão. De acordo com o pesquisador, esses cursos d’água carregam resíduos que não apenas atingem as baías de Florianópolis. Mas também se espalham para o litoral do Rio Grande do Sul e do Paraná. Os efeitos tóxicos dos microplásticos aparecem em registros de estudos que mostram danos às células, alterações morfológicas, comprometimento da reprodução e mobilidade dos organismos atingidos, com impactos que podem se transmitir às gerações futuras. De acordo com esses dados, se produz hoje mais de 350 milhões de toneladas de plástico por ano no mundo. Desse total, cerca de 0,5% acabam nos oceanos — o que corresponde a aproximadamente dois mil caminhões de lixo plástico despejados por dia. Estudos também indicam que o plástico já está inserido na cadeia alimentar humana. Estima-se que uma pessoa consuma cerca de 5 gramas de microplástico por semana por meio de alimentos e da ingestão de água potável.