Plástico na cozinha pode aumentar risco de câncer e infertilidade

Em Foco

21/06/2025 - 13:51:00 | 2 minutos de leitura

Plástico na cozinha pode aumentar risco de câncer e infertilidade

Presentes em quase todas as cozinhas, recipientes e utensílios de plástico são vistos como práticos e baratos — mas podem estar colocando sua saúde em risco. Estudos recentes mostram que esses objetos, especialmente os feitos com plásticos pretos reciclados, podem liberar substâncias químicas tóxicas, muitas vezes provenientes de lixo eletrônico. O que poucos sabem é que os plásticos são formados por diferentes tipos de polímeros e carregam aditivos químicos como corantes, plastificantes e retardantes de chama. Ao entrarem em contato com o calor, alimentos, microrganismos ou resíduos ambientais, essas substâncias podem se desprender e contaminar os alimentos e, consequentemente, o organismo humano. Espátulas de plástico preto podem conter substâncias tóxicas herdadas da reciclagem de lixo eletrônico, como metais pesados e retardantes de chama; Tábuas de corte de plástico liberam pequenos fragmentos – os chamados microplásticos – que podem ser ingeridos sem que percebamos; Recipientes plásticos ao serem aquecidos no micro-ondas podem liberar compostos nocivos nos alimentos.  Esses elementos estão associados a riscos à saúde, incluindo câncer, infertilidade, neurotoxicidade e desregulação hormonal. O plástico preto é amplamente utilizado em utensílios de cozinha, bandejas para alimentos prontos e até brinquedos infantis. O problema é que grande parte dele é produzido a partir de resíduos eletrônicos reciclados, que contêm substâncias químicas altamente tóxicas. Um estudo recente identificou retardadores de chama em 85% dos 203 produtos testados, o que sugere o uso de material reciclado de origem duvidosa. Uma pesquisa recente simulou a ingestão diária de microplásticos por meio da alimentação, oferecendo a camundongos partículas oriundas de tábuas de corte. Os resultados revelaram inflamação intestinal e alterações na microbiota, dependendo do tipo de plástico. Isso mostra que o risco é maior e mais variado do que se pensava, reforçando a preocupação com a exposição cotidiana. Especialistas alertam para a necessidade de políticas públicas que impeçam o uso de lixo eletrônico na fabricação de produtos de consumo — especialmente os que têm contato com alimentos ou com crianças. Além disso, pedem testes mais rigorosos, regulação de aditivos tóxicos e alternativas mais seguras no setor industrial. Enquanto isso, cabe ao consumidor estar atento e fazer escolhas mais seguras no cotidiano — afinal, o risco pode estar à espreita no prato do dia a dia.