Polêmica na Saúde: Nova Caderneta da Gestante é Alvo de Críticas por Entidades Médicas

Médicos e entidades criticam nova versão da Caderneta da Gestante do Governo Lula por inclusão de termos neutros e trechos sobre o aborto

Saúde

23/05/2026 - 08:28:00 | 2 minutos de leitura

Polêmica na Saúde: Nova Caderneta da Gestante é Alvo de Críticas por Entidades Médicas


O Ministério da Saúde lançou a nova versão da Caderneta Brasileira da Gestante (disponibilizada também em formato digital pelo aplicativo Meu SUS Digital). A atualização do documento, essencial para o acompanhamento do pré-natal na rede pública, gerou reações e críticas imediatas de entidades médicas, especialistas e grupos defensores do direito à vida desde a concepção.


Os principais pontos de discórdia concentram-se em duas frentes ideológicas e técnicas:

  • Linguagem Neutra e Inclusiva: O documento traz o uso de termos neutros como "pessoas que gestam" em substituição ou complemento à palavra "mulher" em determinados trechos. Entidades médicas e críticos argumentam que a mudança retira o protagonismo histórico e biológico da mulher na maternidade, além de descaracterizar a linguagem técnica tradicional da saúde materno-infantil.

  • Abordagem do Aborto: A nova caderneta dedica um espaço específico para tratar da interrupção da gravidez, orientando sobre o acolhimento do Sistema Único de Saúde (SUS) caso a gestante enfrente sofrimento ou insegurança em relação à gestação. O Conselho Federal de Medicina (CFM) e outras organizações publicaram notas técnicas contestando a condução do tema, sob o argumento de que as diretrizes podem abrir margem para discussões que flexibilizam os limites legais do aborto no país ou fragilizam a proteção à vida do feto.

Por outro lado, defensores da medida dentro do Ministério da Saúde afirmam que as alterações visam garantir um atendimento mais acolhedor, humanizado e livre de discriminação para toda a diversidade de arranjos familiares e identidades que acessam o SUS.


Foto: Daniel Reche/Pixels