Polícia Federal diz que Bolsonaro soluça até 40 vezes por minuto
Em Foco
23/12/2025 - 10:04:00 | 3 minutos de leitura

O laudo elaborado pela Polícia Federal (PF) a pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), descreve que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta um quadro clínico de soluços com uma frequência estimada entre 30 e 40 episódios por minuto. O documento, assinado por quatro peritos da corporação, fundamentou a decisão de Moraes que autorizou que Bolsonaro passe por cirurgia. De acordo com o relatório pericial, os soluços persistiram durante todo o exame médico, sem qualquer sinal de melhora. Os peritos apontaram que o relato do ex-presidente é de que o problema se intensificou nos últimos sete meses, “trazendo prejuízo na alimentação e no sono”. Bolsonaro também apontou que tem um quadro de refluxo do conteúdo gástrico associado a tosse crônica, principalmente deitado. Diante da situação, os peritos concluem que o ex-chefe do Executivo é “portador de hérnia inguinal bilateral que necessita reparo cirúrgico em caráter eletivo” e que, “no tocante ao quadro de soluços, o bloqueio do nervo frênico é tecnicamente pertinente”. Quanto à urgência da cirurgia, os profissionais entendem que ela deve ocorrer “o mais breve possível”. Na sexta-feira (19), Moraes autorizou Bolsonaro a deixar a prisão para realização de cirurgia. A saída não será imediata. A defesa do ex-presidente deverá informar a data prevista para o procedimento. Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), onde cumpre pena definitiva de 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal por tentativa de golpe de Estado. A autorização foi concedida pelo ministro após laudo da PF confirmar que o ex-presidente é portador de hérnia inguinal bilateral e necessita de uma cirurgia “o mais rápido possível”. A perícia foi realizada na última quarta-feira (17). O procedimento foi determinado pelo ministro após a defesa pedir autorização para a cirurgia e solicitar prisão domiciliar em razão do estado de saúde. Na mesma decisão, Moraes negou novo pedido de prisão domiciliar a Bolsonaro. O ministro disse que o ex-presidente pode receber atendimento médico particular sem autorização judicial e há uma equipe da PF para atendê-lo em caso de emergência. – O réu está custodiado em local de absoluta proximidade com o hospital particular onde realiza atendimentos emergenciais de saúde – mais próximo, inclusive, do que o seu endereço residencial – de modo que não há qualquer prejuízo em caso de eventual necessidade de deslocamento de emergência – disse Moraes.
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