Polo magnético da Terra muda de posição e altera referência da navegação global

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13/01/2026 - 12:29:00 | 2 minutos de leitura

Polo magnético da Terra muda de posição e altera referência da navegação global

O contínuo deslocamento do polo magnético exige atualização de modelos de navegação e aperfeiçoa cálculos para rotas aéreas, marítimas e sistemas de GPS O deslocamento do polo magnético norte da Terra voltou a chamar a atenção de cientistas com dados recentes que mostram seu avanço contínuo em direção à Rússia, cerca de 2.200 km desde a primeira medição formal em 1831. Esse movimento, embora parte de um processo natural, motivou a atualização do World Magnetic Model 2025, base de referência para sistemas de navegação civil e militar em todo o mundo, incluindo aviões, navios e equipamentos com GPS. Especialistas explicam que, diferentemente do polo geográfico — fixo e definido pelo eixo de rotação terrestre — o polo magnético muda constantemente. Isso ocorre devido aos fluxos de ferro líquido no núcleo externo do planeta, que geram o campo magnético responsável por orientar bússolas e proteger o planeta de radiação solar. A versão mais recente do modelo magnético inclui uma variante de alta resolução que reduz incertezas de localização de cerca de 3.300 km para aproximadamente 300 km no equador, o que melhora o cálculo de rotas em áreas desafiadoras, como regiões polares. Para usuários comuns, como motoristas ou pedestres usando mapas em celulares, o impacto direto do deslocamento sobre rotas diárias é mínimo e praticamente imperceptível. No entanto, em viagens longas e em trajetos sensíveis, como navegações oceânicas e voos transcontinentais, um modelo desatualizado pode resultar em erros de dezenas de quilômetros, com potenciais consequências importantes para a segurança e eficiência das operações.