Praia de SC está em alerta após surgimento de escorpiões

Em Foco

13/01/2026 - 12:36:00 | 3 minutos de leitura

Praia de SC está em alerta após surgimento de escorpiões

Uma das praias mais movimentadas e turísticas de Santa Catarina entrou em estado de alerta após o aumento de registros de escorpiões em áreas urbanas próximas à faixa de areia, situação que preocupa autoridades de saúde e acende um sinal vermelho, principalmente para banhistas, crianças e idosos. Balneário Camboriú, conhecida nacionalmente pelo turismo intenso durante todo o ano, enfrenta a presença do escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) — espécie considerada a mais perigosa do país. Por isso, a Secretaria de Saúde reforçou um alerta geral, destacando cuidados essenciais para evitar acidentes, sobretudo em áreas residenciais próximas à praia. Segundo o Centro de Controle de Pragas Urbanas (CCPU), setor especializado da Prefeitura de Balneário Camboriú, o escorpião-amarelo mede até sete centímetros e possui um dos venenos mais potentes entre os aracnídeos, com alto potencial de gravidade. Além disso, os acidentes podem evoluir rapidamente, principalmente quando atingem crianças e idosos, grupo mais vulnerável às complicações. Atualmente, as equipes do CCPU realizam buscas ativas noturnas a cada quinze dias, cobrindo sete regiões monitoradas do município. Paralelamente, os agentes atendem diariamente chamados pontuais, orientam moradores e intensificam a vigilância em locais com maior risco de proliferação. Conforme o monitoramento municipal, o Centro e a Praia dos Amores concentram o maior número de identificações do animal. Essas regiões, além de residenciais, recebem grande fluxo de turistas, o que aumenta a preocupação das autoridades sanitárias. Além do controle imediato, a captura dos escorpiões cumpre um papel estratégico na saúde pública. Após a apreensão, os agentes identificam os animais e os encaminham à Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina. Em contrapartida, o município recebe soros antiescorpiônicos, fundamentais para o tratamento rápido em casos de picada. De acordo com a Secretaria de Saúde, o trabalho não se limita à captura. Pelo contrário, envolve prevenção contínua, orientação comunitária e resposta rápida às ocorrências. Enquanto isso, os agentes reforçam que a colaboração da população é decisiva para conter o avanço do animal. “Quanto mais rápido o escorpião é identificado e capturado, maior a chance de evitar acidentes e salvar vidas”, destacam técnicos do setor. Diante de um acidente, a orientação é clara e imediata: Procure uma Unidade de Saúde o mais rápido possível lave o local apenas com água e sabão; não esprema, não corte e não sugue a região da picada; Se possível, leve o animal (vivo ou morto) em um recipiente fechado ou registre uma foto, o que ajuda na identificação e no tratamento. Sintomas exigem atenção, principalmente em crianças A dor surge imediatamente após a picada e pode variar de leve a intensa, geralmente acompanhada de formigamento. Entretanto, em casos mais graves, surgem sintomas como náuseas, vômitos, alteração da pressão arterial, agitação e dificuldade para respirar — quadro que exige atendimento urgente, sobretudo em crianças e idosos.