Preocupação: Feminicídio avança em SC e 25 de novembro pressiona por ação imediata
Em Foco
26/11/2025 - 12:29:00 | 3 minutos de leitura

Mortes semanais no Estado e data criada pela ONU reforçam urgência no combate à violência Santa Catarina entra em 2025 sob forte alerta. Os dados do Observatório da Violência contra a Mulher da ALESC mostram que o Estado registra uma morte por feminicídio por semana. Esse número expõe uma realidade dura e deixa claro que a violência de gênero cresce, ganha força e ameaça cada vez mais mulheres. Além disso, as investigações revelam que a maioria dos crimes acontece dentro de casa, quase sempre cometidos por parceiros ou ex-parceiros. Assim, o padrão se repete, e a falta de proteção efetiva aparece como um dos maiores desafios. A cada novo caso, fica evidente que o sistema falha em impedir que agressões anteriores evoluam para assassinatos. Enquanto os números disparam, o 25 de novembro surge como um marco mundial. Reconhecido pela Organização das Nações Unidas como o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, a data relembra o assassinato das irmãs Mirabal, mortas por ordem do ditador Leônidas Trujillo, na República Dominicana. Por isso, o dia simboliza resistência, coragem e enfrentamento. A partir dessa história, a data ganha um objetivo direto. Conscientizar, mobilizar e incentivar ações contínuas e integradas contra a violência. Ou seja, ela não existe apenas como lembrança, mas como cobrança global por respostas reais. No Brasil, órgãos como a Secretaria de Promoção dos Direitos das Vítimas e a Secretaria de Direitos Humanos do Ministério Público Militar reforçam essa urgência. Além disso, as instituições destacam a importância da denúncia e lembram que existe a Ouvidoria das Mulheres, um canal que acolhe vítimas de violência, assédio ou discriminação. O atendimento inclui tanto mulheres civis quanto militares no contexto das Forças Armadas, como Marinha, Exército e Aeronáutica. Dessa forma, o recado é firme. Procurar ajuda pode interromper ciclos de agressão e evitar novas mortes. Cada feminicídio causa um impacto que vai muito além da vítima. Filhos ficam órfãos, famílias se desestruturam e comunidades mergulham no luto. Como consequência, cresce o medo, aumenta a insegurança e se reforça a sensação de que qualquer mulher pode ser a próxima. Em Santa Catarina, essa dor se repete semana após semana, o que torna a situação ainda mais urgente. Denunciar é um passo essencial. Apoiar mulheres ameaçadas também. Por isso, especialistas defendem medidas protetivas mais ágeis, acolhimento imediato e políticas públicas firmes. Além disso, a sociedade precisa participar ativamente, rompendo o silêncio que fortalece agressores. A luta não pode ficar restrita a uma data simbólica. Ela deve acontecer todos os dias, em todas as frentes, para impedir que o feminicídio continue tirando vidas no Estado. Enquanto Santa Catarina perder mulheres semanalmente, não haverá espaço para indiferença. O 25 de novembro lembra o mundo do início dessa batalha. Já os números de 2025 mostram que ela continua atual e urgente. Portanto, enfrentar a violência contra a mulher é uma necessidade imediata, coletiva e inadiável.
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