Quaest: 2 em cada 3 dizem que não foram beneficiados pela nova isenção do IR
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14/02/2026 - 13:45:00 | 3 minutos de leitura
Em 2026 começou a valer a nova regra da reforma do Imposto de Renda, que isenta o pagamento do imposto as rendas até R$ 5 mil por mês e reduz a alíquota das rendas entre R$ 5.001 e R$ 7.350 O novo teto de isenção do Imposto de Renda passou a valer em 1º de janeiro deste ano, mas 67% – ou 2 em cada 3 – dos brasileiros consultados na pesquisa feita pela Genial/Quaest afirmam que não foram beneficiados com a isenção. Em 2026 começou a valer a nova regra da reforma do Imposto de Renda, aprovada ano passado no Congresso, que isenta o pagamento do imposto as rendas até R$ 5 mil por mês. Além disso, haverá redução progressiva da ‘mordida do Leão’ para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350. Para quem ganha acima desse valor, até o limite de R% 50 mil mensais, nada muda. A nova regra do IR incide sobre os salários de janeiro, com impacto direto no bolso a partir do pagamento de fevereiro. No entanto, a consolidação desses valores ocorrerá apenas na Declaração de Ajuste Anual em 2027 (ano-calendário 2026). A pesquisa realizou 2.004 entrevistas com brasileiros acima de 18 anos entre os dias 5 e 9 de fevereiro. O nível de confiança é de 95%. Em levantamento feito em outubro, 61% dos entrevistados afirmaram que seriam beneficiados pela nova regra. Procurado para comentar a pesquisa, o Ministério da Fazenda ainda não se manifestou. O espaço segue aberto e o texto será atualizado caso haja resposta. Quando separada por recorte regional, a pesquisa mostra que no Nordeste chega a 74% o percentual de contribuintes que responderam não terem sido beneficiados. O menor índice foi registrado no Sul, com 60%. No recorte por renda, aquele que recebem até 2 salários mínimos (R$ 3.242) foi o grupo que teve maior percentual de respostas de que não sentiram o benefício, com 74%. A Quaest também questionou os pesquisados se houve impacto na renda com a isenção ou menor imposto deduzido do salário. Metade dos entrevistados afirmou não ter sentido diferença. Outros 32% disseram que a renda aumentou, mas não muito. E 15% afirmaram que a renda aumentou significativamente. Passam a ficar livres da retenção na fonte todos os cidadãos com rendimentos de até R$ 5 mil, incluindo: Trabalhadores com carteira assinada (CLT); Servidores públicos; aposentados e pensionistas do INSS ou regimes próprios. A tabela tradicional do IR permanece com os mesmos valores de 2025. A Receita Federal implementou redutores adicionais e novas tabelas de dedução que devem ser aplicadas simultaneamente. Na prática, essas medidas funcionam como um abatimento extra para garantir a desoneração das faixas inferiores. Contribuintes com mais de uma fonte de renda (como dois empregos ou salário e aluguel) devem ficar atentos. Se a soma dos rendimentos ultrapassar R$ 5 mil, o imposto deverá ser complementado na declaração anual, mesmo que as fontes isoladas sejam isentas. A regra também se aplica ao 13º salário. Para rendimentos acima de R$ 7.350 não há alteração e o cálculo segue integralmente a tabela tradicional.
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