Relíquias e memórias: Arca do Centenário é aberta em Jaraguá do Sul após 50 anos
História revelada: Cápsula do tempo de 1976 é aberta na Estação Cultural; veja o que foi encontrado
12/06/2026 - 16:58:00 | 3 minutos de leitura
A manhã desta sexta-feira (12) foi marcada por um misto de nostalgia e emoção em Jaraguá do Sul. Como parte das comemorações alusivas aos 150 anos do município, autoridades, imprensa e representantes de entidades reuniram-se na Estação Cultural para a histórica abertura da Arca do Centenário.
A cápsula do tempo havia sido enterrada na Praça Ângelo Piazera em 1976, durante as celebrações dos 100 anos da cidade. A iniciativa dos gestores da época tinha um objetivo claro: guardar registros diversos para transmitir às futuras gerações as memórias, a cultura e os sentimentos daquele período.
Emoção e Protocolo de Segurança
A solenidade que antecedeu a abertura foi breve, mas carregou um simbolismo profundo, contando com a presença de personalidades que testemunharam o centenário há cinco décadas. O criador de conteúdo Curt Ness, figura conhecida na região, relembrou sua contribuição: “Deixei um cartão da minha empresa e um chaveiro”, contou.
Por questões de conservação e biossegurança, a abertura ocorreu em uma sala especialmente preparada. Apenas a equipe técnica paramentada e pessoas autorizadas tiveram acesso direto ao interior do espaço, enquanto os demais convidados acompanharam o momento histórico através de uma porta de vidro.
O que tinha dentro da cápsula do tempo?
Ao abrir a estrutura de metal, os técnicos constataram a presença de água no interior, o que acabou danificando alguns papéis. Apesar disso, boa parte do acervo histórico resistiu ao tempo. Entre os itens resgatados intactos estão:
Moedas da época
Fragmentos de tecidos
Chaveiros e um brasão do município
Peças publicitárias do centenário e jornais de 1976
Um disco de vinil
Uma régua e um mini-chapéu
O prefeito Jair Franzner destacou o legado deixado pelos antepassados. “Encontramos história, sentimentos, sonhos e o olhar daqueles que, no passado, pensaram no futuro da nossa cidade. Jaraguá do Sul é o que é hoje graças ao esforço coletivo daqueles que trabalharam com empenho e coragem”, afirmou.
A secretária de Cultura, Esporte e Lazer, Ivana Atanásio Dias, reforçou o valor das raízes locais, enquanto o presidente da Comissão dos 150 anos, Luis Hufenüssler Leigue, lembrou a importância do ato: “Quem tem memória sabe para onde está indo”.
Próximos passos: Restauração e Exposição
Os materiais resgatados ainda não serão exibidos ao público. Agora, a equipe técnica da Comissão de Memória e Repertório dos 150 anos inicia um trabalho minucioso de salvaguarda.
Segundo Silvia Kitta, integrante da equipe técnica, os itens serão separados e levados para uma secadora de documentos no Arquivo Histórico. “Posteriormente, vamos fazer um tratamento com banho e desacidificação nesses documentos, com auxílio de outros técnicos. Na sequência, faremos a identificação técnica, fotografar e expor o que for possível”, explicou.
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