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Réu pelo feminicídio de Catarina Kasten responderá também por ocultação de cadáver no Tribunal do Júri
 

Réu pelo feminicídio de Catarina Kasten responderá também por ocultação de cadáver no Tribunal do Júri

Justiça de SC nega recurso da defesa e mantém acusações de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver contra acusado de matar estudante em Florianópolis.

Segurança

25/09/2026 - 02:00:00 | 2 minutos de leitura

Réu pelo feminicídio de Catarina Kasten responderá também por ocultação de cadáver no Tribunal do Júri

 A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) manteve, de forma unânime, a decisão que leva o acusado do assassinato da estudante Catarina Kasten, de 31 anos, ao julgamento pelo Tribunal do Júri. 


A defesa havia apresentado um recurso na tentativa de retirar a acusação de ocultação de cadáver do processo, porém o pedido foi negado após manifestação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

Com a manutenção do acórdão, o réu responderá perante os jurados por três crimes principais:

  • Feminicídio (com qualificadoras e agravantes)

  • Estupro

  • Ocultação de cadáver

    O MPSC argumentou que o recurso da defesa trouxe uma tese inédita, que não havia sido debatida nas etapas anteriores do processo. 

Além disso, a acusação destacou a presença de elementos probatórios que indicam que o réu deslocou o corpo de Catarina para uma área de mata fechada, de difícil acesso e pouca visibilidade, na região da Praia do Matadeiro, em Florianópolis. Para o Ministério Público, cabe soberanamente ao Conselho de Sentença (corpo de jurados) avaliar as circunstâncias do ocorrido durante a sessão de julgamento.


Relembre o crime O caso ocorreu em 21 de novembro de 2025. Catarina Kasten saiu de casa por volta das 6h50 a caminho de uma aula de natação quando foi abordada. 


A denúncia aponta premeditação por parte do acusado, que cometeu violência sexual antes de tirar a vida da estudante e deslocar seu corpo para longe da trilha principal.


 O homem foi localizado e preso no próprio dia do crime, ocasião em que confessou o assassinato.


O réu segue preso preventivamente. A data da sessão do Tribunal do Júri ainda não foi fixada, e o processo tramita sob segredo de Justiça devido à presença de crime contra a dignidade sexual.


Foto: Reprodução/Rede Social