Revelação: Saiba quem é o ex-ministro alvo da PF que deve usar tornozeleira eletrônica

Em Foco

14/11/2025 - 12:48:00 | 2 minutos de leitura

Revelação: Saiba quem é o ex-ministro alvo da PF que deve usar tornozeleira eletrônica

José Carlos Oliveira, atualmente conhecido como Ahmed Mohamad, é uma figura central no recente escândalo que abalou a cúpula da Previdência no Brasil. Ele foi alvo de mandados judiciais na nova fase da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (13). Ao longo de sua carreira, Oliveira ocupou importantes cargos no governo federal, tornando-se influente na administração pública, mas seu envolvimento em denúncias de fraude culminou em sua notoriedade nacional. Originalmente chamado José Carlos Oliveira, ele começou sua carreira pública em 1985 no Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) como Agente Administrativo. Atingiu destaque político e ocupou, entre 2021 e 2022, o cargo de presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sua passagem pelo Ministério do Trabalho, durante o governo Bolsonaro, marcou um ponto alto, antes de deixar o governo, converter-se ao Islamismo e adotar o nome Ahmed Mohamad Oliveira, capítulo que chamou a atenção durante as investigações. A investigação intitulada “Farra do INSS” ganhou destaque após reportagens do portal Metrópoles, trazendo à tona fraudes bilionárias associadas a descontos ilícitos em benefícios previdenciários. Estima-se que valores indevidamente descontados de aposentados e pensionistas tenham rendido cerca de R$ 2 bilhões em um ano. Essas denúncias resultaram em inquéritos abertos pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, expondo o alcance do esquema e colocando em xeque a integridade das filiações e aportes financeiros no setor. Milhões de beneficiários perceberam descontos não reconhecidos em seus pagamentos mensais, o que ampliou a preocupação sobre a segurança de dados e a transparência do INSS. Em análise, 4,8 milhões de pessoas confirmaram irregularidades, e se tornaram elegíveis para restituição dos valores. Diante da situação, o governo federal estendeu o prazo de contestação até fevereiro de 2026 e adotou o pagamento dos reembolsos em parcela única, buscando minimizar os danos causados. A Operação Sem Desconto, iniciada em abril de 2025, ocasionou prisões e afastamentos de dirigentes do INSS, além do ex-presidente Alessandro Stefanutto. A investigação foi impulsionada pelas denúncias da imprensa e pela análise de dezenas de reportagens pela Polícia Federal. Essa etapa marcou uma reação rigorosa das autoridades, resultando em consequências tanto judiciais quanto administrativas para os envolvidos.