Roubo e furto de celulares no Rio batem recorde com mais de 36 mil casos em 8 meses um a cada 10 minutos

Em Foco

30/09/2025 - 17:07:00 | 3 minutos de leitura

Roubo e furto de celulares no Rio batem recorde com mais de 36 mil casos em 8 meses um a cada 10 minutos

O roubo e furto de celulares atingiram o maior patamar da série histórica na cidade do Rio de Janeiro esse ano. Entre janeiro e agosto de 2025, foram registrados 36.158 casos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP). A média é de 148 ocorrências por dia, o equivalente a um celular levado a cada dez minutos. O número representa um recorde desde o início da série histórica, em 2003. Só os roubos somaram 11.936 casos, mais que o dobro do registrado há dez anos. Já os furtos — quando não há violência ou grave ameaça — chegaram a 24.222 registros, quase três vezes mais que em 2015. Os casos se espalham por todas as regiões da cidade e acontecem em diferentes circunstâncias: em bares, ruas movimentadas, dentro de ônibus, lavanderias e até em frente a batalhões da polícia e do Exército. Na Tijuca, a estudante Beatriz Bernardes foi assaltada em plena luz do dia. “Era 13h. Ele entrou na contramão e pegou meu celular, que tinha só 20 dias. Não tem mais segurança por aqui", reclamou. A aposentada Regina Bernardes contou que já presenciou diversos assaltos e mudou seus hábitos para tentar evitar os riscos. "Eu ando com o celular mudo, dentro da roupa, escondido na bolsa. Não atendo na rua de jeito nenhum". "Um amigo me avisou que tinha gente correndo para pegar celular. Eu segurei o meu, quase perdi. A gente não tem nosso direito a andar com celular na mão. Temos que lidar com isso", analisou o professor Wesley Bonfante, que foi vítima em Copacabana. Em alguns casos, os criminosos exigem a senha do aparelho durante o assalto. Na Freguesia, um casal foi abordado por um homem em uma moto que, além de levar o celular, pediu o desbloqueio. Em Ipanema e no Flamengo, bandidos se passaram por entregadores para surpreender as vítimas. Já no Méier, três motoristas foram assaltados no sinal antes das 8h da manhã. Em nota, a Polícia Militar afirmou que mantém atuação permanente no enfrentamento ao roubo de celulares, com patrulhamento ostensivo, abordagens em áreas estratégicas, uso de tecnologia e operações conjuntas com outras forças. A corporação afirmou ainda que o trabalho integrado entre batalhões é fundamental para localizar criminosos. Já a Polícia Civil informou que desde maio realiza a Operação Rastreio, voltada para combater toda a cadeia criminosa envolvida na subtração e receptação de celulares. Mais de 5.500 aparelhos foram recuperados e 350 criminosos presos.