Rússia adverte para risco crescente de ‘confronto direto’ e catastrófico com a Otan
Vice-ministro das Relações Exteriores russo aponta que ações na esfera nuclear e narrativas de guerra na Europa elevam perigos estratégicos a níveis críticos
19/05/2026 - 09:32:00 | 2 minutos de leitura
Em meio à persistente deterioração das relações geopolíticas entre o Kremlin e o Ocidente, o governo russo emitiu um novo e severo alerta sobre a iminência de um choque militar direto com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A declaração partiu do vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, durante uma entrevista à agência de notícias estatal TASS.
Segundo o experiente diplomata, o comportamento recente da aliança militar liderada pelos Estados Unidos tem empurrado o cenário internacional para uma zona de perigo sem precedentes.
“Como resultado dessa escalada de tensões, incluindo ações descaradamente provocativas na esfera nuclear, os riscos estratégicos estão aumentando, assim como o perigo de um confronto entre a Otan e nosso país, com todas as consequências potencialmente
catastróficas que isso implicaria”, advertiu Ryabkov.
A Guerra de Narrativas e a Reação de Moscou
Ryabkov também criticou duramente a postura das lideranças europeias. Para o vice-ministro, há um movimento coordenado nas principais capitais do continente para inflar a retórica de uma “ameaça iminente de uma guerra de alta intensidade” com os russos. De acordo com a visão de Moscou, esse tipo de discurso atua como uma profecia autorrealizável, servindo apenas para aproximar o mundo de um desfecho bélico real.
O Fator Ucrânia e Belarus
Por outro lado, o contra-ataque retórico e estratégico da Otan e de seus aliados permanece firme. Paralelamente às falas do diplomata russo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugeriu publicamente que o Kremlin monitora a viabilidade de realizar provocações e até mesmo um ataque contra um país membro da Otan utilizando o território de Belarus, em uma tentativa de arrastar definitivamente o governo de Minsk para a linha de frente do conflito.
A comunidade internacional observa com forte apreensão este novo capítulo de ameaças recíprocas, especialmente pelo fantasma do arsenal atômico que transforma qualquer "confronto direto" em uma potencial crise de contornos apocalípticos.
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