S&P mantém nota baixa da dívida brasileira e não prevê mudanças

Em Foco

07/06/2025 - 10:49:00 | 2 minutos de leitura

S&P mantém nota baixa da dívida brasileira e não prevê mudanças

A agência de classificação de risco S&P Global, antiga Standard & Poors, manteve a nota da dívida pública brasileira dois níveis abaixo do grau de investimento. A agência reafirmou a perspectiva estável da classificação, indicando que não pretende mudar a nota nos próximos meses. O grau de investimento representa a garantia de que um país não corre o risco de dar calote na dívida pública. Em comunicado, a S&P informou esperar um aumento na dívida líquida do governo em decorrência de déficits fiscais elevados. No entanto, a desaceleração da economia num cenário de juros elevados deve reduzir o déficit nas contas externas do país, compensando as preocupações fiscais. “Nossa perspectiva estável equilibra a fraqueza do perfil fiscal do Brasil com os pontos fortes de sua política externa e monetária", afirma a agência. As exportações de commodities (bens primários com cotação internacional), informou o comunicado, ajudarão a diminuir a necessidade de financiamentos externos. Na avaliação da S&P, o arcabouço fiscal em vigor desde 2023 tem problemas para se sustentar no longo prazo. No entanto, as reformas necessárias para reequilibrar as contas públicas, segundo a agência, só serão feitas após as eleições presidenciais de 2026. Para a agência, os principais problemas para as contas públicas são a estrutura rígida de gastos com expressivos volumes do Orçamento vinculados a gastos obrigatórios e os juros altos. Embora tenha mantido a perspectiva estável, a S&P advertiu que pode reduzir a nota da dívida pública brasileira nos próximos dois anos se não forem feitas reformas após 2026. “Em nossa opinião, as políticas voltadas para a consolidação fiscal promoveriam um ambiente de taxas de juros mais baixas, contribuindo para o crescimento econômico”, destacou a S&P.