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Santa Catarina exporta US$ 2 82 milhões em produtos de origem animal para a União Europeia antes de embargo
 

Santa Catarina exporta US$ 2 82 milhões em produtos de origem animal para a União Europeia antes de embargo

União Europeia inicia embargo às carnes brasileiras após semestre de alta nas exportações de Santa Catarina, que registraram crescimento de 47%.

Economia

04/09/2026 - 00:50:00 | 2 minutos de leitura

Santa Catarina exporta US$ 2 82 milhões em produtos de origem animal para a União Europeia antes de embargo

 No primeiro semestre de 2026, Santa Catarina registrou um crescimento expressivo nas exportações de produtos de origem animal para a União Europeia.


Ao todo, o estado enviou 85.710 toneladas de mercadorias ao bloco europeu entre janeiro e junho, gerando uma receita de US$ 282,66 milhões. Esse resultado representa uma alta de 47,11% no volume exportado em comparação com o mesmo período do ano anterior, sendo a carne de frango o principal item da pauta exportadora.

De acordo com o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, a movimentação atípica no período ocorreu devido a um movimento estratégico do mercado


. Os compradores europeus anteciparam os pedidos e reforçaram seus estoques para garantir o suprimento nos meses subsequentes à restrição. No panorama geral de carnes (janeiro a julho de 2026), o estado acumulou 1,24 milhão de toneladas enviadas ao exterior, somando US$ 2,84 bilhões — alta de 9,11% em volume e 12,9% em receita frente a 2025.


A restrição comercial, que entrou em vigor nesta quinta-feira (3), suspende as importações europeias de carne bovina, suína, de frango, mel, pescados e ovos vindos do Brasil. A medida foi anunciada em maio, motivada por divergências regulatórias relativas ao controle do uso de antimicrobianos na pecuária brasileira. A União Europeia proíbe tais substâncias para o estímulo do crescimento animal e restringe medicamentos destinados a humanos.


Apesar do bloqueio, o impasse não decorre da identificação de resíduos na carne, mas sim de uma divergência sobre o sistema de fiscalização brasileiro. A reversão da medida depende de tratativas diplomáticas e do resultado de uma auditoria europeia realizada nas cadeias de frango e mel do país, cujo parecer final pode levar cerca de dois meses após a conclusão dos trabalhos de campo.


Foto: Reprodução/Rede Social