Santa Catarina na Vanguarda do Monitoramento Meteorológico Nacional

Tecnologia instalada no Cigerd, em Florianópolis, capta dados do satélite GOES-19 em tempo real e de forma 100% autônoma, garantindo mais agilidade e segurança na previsão do tempo.

Santa Catarina

27/05/2026 - 07:09:00 | 2 minutos de leitura

Santa Catarina na Vanguarda do Monitoramento Meteorológico Nacional


Santa Catarina deu um salto tecnológico histórico na área de monitoramento meteorológico e defesa civil. O estado passou a ser o único do Brasil a possuir uma antena própria capaz de receber dados e imagens de tempestades diretamente do espaço, sem a necessidade de intermediários, servidores externos ou dependência de conexões de internet globais.

A estrutura foi estrategicamente instalada na sede do Centro Integrado de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cigerd), localizado em Florianópolis. O equipamento foi projetado para captar o sinal do GOES-19, o mais moderno satélite meteorológico da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), lançado recentemente para revolucionar a observação das Américas.


Autonomia em Situações de Crise

A grande virada de chave dessa tecnologia é a sua autossuficiência. Em eventos climáticos extremos — como ciclones, frentes frias severas e complexos convectivos que frequentemente atingem a Região Sul —, as redes convencionais de internet e cabos de fibra óptica costumam sofrer interrupções severas.

Com a recepção direta via antena:

  • Conexão Direta: Os meteorologistas catarinenses recebem os dados brutos vindos do espaço instantaneamente.

  • Resiliência: Se o estado ficar completamente sem internet, o monitoramento continua operando normalmente.

  • Previsão em Tempo Real: A velocidade no processamento das imagens reduz o tempo de resposta, permitindo que alertas de curtíssimo prazo (nowcasting) sejam emitidos com preciosa antecedência para a população. 

O Impacto do GOES-19 para SC

O satélite GOES-19 monitora a atmosfera com altíssima resolução espacial e temporal. Ele rastreia a formação de nuvens carregadas, descargas elétricas (raios) e a movimentação de sistemas severos minuto a minuto. Para um estado com relevo acidentado e forte histórico de desastres naturais como Santa Catarina, essa precisão cirúrgica se traduz diretamente em vidas salvas e prejuízos econômicos minimizados para a agricultura, infraestrutura e Defesa Civil.


Foto: Ascom/SCPC