SC registra ao menos seis tornados durante transição do outono para inverno
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04/07/2025 - 12:18:00 | 3 minutos de leitura

Santa Catarina registrou um fenômeno raro em dois finais de semana de junho, no período de transição do outono para o inverno. Pelo menos seis tornados foram registrados no Estado de acordo com a Defesa Civil, afetando cidades como Passos Maia, Xavantina, Belmonte, Descanso, São José do Cerrito e Lages, além, ainda, de indícios de um outro tornado em Campos Novos. Entre os dias 22 e 23 de junho, a passagem de uma frente fria por Santa Catarina favoreceu o desenvolvimento de tempestades, algumas delas severas, com ventos de mais de 100 km/h. Nesses dias, com o auxílio de radares meteorológicos, satélites ambientais e sobrevoos aéreos com drone, a Defesa Civil confirmou a ocorrência de fenômenos como, por exemplo, o tornado na cidade de Passos Maia. Houve também registros de frentes de rajada e microexplosões. Posteriormente, junto com a Plataforma de Registros e Rede Voluntária de Observadores de Tempestades Severas (PREVOTS) foi possível levantar que mais ocorrências relacionadas à destelhamentos, danos na rede elétrica e vegetação foram atribuídas à formação dos tornados. Foram registrados danos severos na vegetação em Passos Maia em decorrência do tornado, como tombamento de árvores de grande porte, assim como destruição de infraestruturas, incluindo galpões e residências. Os outros cinco municípios também tiveram danos relacionados a tornados durante o período. Inclusive, entre Belmonte e Descanso foi observado a ocorrência tanto de microexplosão quanto de tornados. No final de semana seguinte, no dia 29 de junho, a cidade de Campos Novos, no Meio-Oeste, foi atingida por uma tempestade severa que provocou chuvas fortes e vendavais. A tempestade resultou em destelhamentos, queda de árvores, danificação da rede elétrica e alagamentos em diversos pontos da cidade. A comunidade de Boa Esperança, no interior do município, foi a mais atingida. Foram registrados indícios de um possível tornado, como a remoção parcial dos telhados e a distribuição dos danos. Mas, devido à distância do radar meteorológico de Chapecó e Lontras, maior que 150 km, não foi possível identificar características típicas de tornado nas medições. O meteorologista da Defesa Civil, Fernando Rafael, afirma que os levantamentos sobre esses fenômenos são recentes, com uso de satélites, radares mais modernos e até mesmo drones. Por isso, ainda não há climatologia, ou seja, estudos dos padrões de comportamento do clima, relacionados aos fenômenos. — Apesar de não ter climatologia, seria razoável afirmar que esse mês teve uma atividade mais incomum desse tipo de ocorrência. Não é tão comum termos eventos associados a tempestades severas tão frequentes — explica.
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