SC tem 19 prefeitos presos por supostos atos de corrupção
Política
17/04/2024 - 11:31:00 | 2 minutos de leitura

As operações conduzidas pelo Gaeco em Santa Catarina, nomeadas Mensageiro, Limpeza Urbana, Travessia e agora Terra Nostra, revelam um cenário desalentador para uma sociedade que valoriza a ordem e a integridade. Em menos de dois anos, desde 8 de dezembro de 2022, as investigações resultaram na prisão de 19 prefeitos, um vice-prefeito e três vereadores, além do afastamento de servidores públicos e detenção de empresários. Atualmente, apenas seis dos acusados permanecem em seus cargos. Ontem, a segunda fase da operação Terra Nostra resultou na prisão de quatro pessoas, incluindo o prefeito de Urussanga, Gustavo Cancelier (PP), e os vereadores Thiago Mutini (PP) e Beto Cabeludo (Republicanos), acusados de prejudicar as finanças públicas através da compra superfaturada de dois imóveis. A ação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça e executada pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção da DEIC, que investiga crimes como organização criminosa e falsidade ideológica. Em março, uma operação de busca e apreensão foi realizada na prefeitura no sul do estado, e os advogados de Cancelier afirmaram que ele não teve envolvimento com a compra dos imóveis. O cenário de prisão de prefeitos em Santa Catarina é extenso, com 16 prefeitos presos na Operação Mensageiro, e outros capturados nas operações Limpeza Urbana, Travessia e Terra Nostra. Muitos prefeitos enfrentaram renúncias ou cassações de mandato. No caso mais recente, Ari Wollinger, conhecido como Ari Bagúio (PL), de Ponte Alta do Norte, renunciou em 10 de abril, deixando apenas cinco dos prefeitos presos desde 2022 ainda no cargo. A Operação Limpeza Urbana também deteve Bagúio em janeiro, juntamente com dois filhos e um secretário, sob suspeita de irregularidades em um contrato de limpeza urbana. Enquanto seus filhos foram liberados em março, Bagúio teve o pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça. Em um desdobramento relacionado, a Operação Travessia prendeu o prefeito de Barra Velha, Douglas Elias Costa (PL), acusado de desviar fundos públicos para a construção de uma ponte, o que levou a um afastamento temporário do cargo e à renúncia do vice-prefeito, culminando com o presidente da Câmara de Vereadores assumindo interinamente a prefeitura.
Fonte: Visor Notícias
Foto: Polícia Civil/ Divulgação
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